Com capa que expõe arte de Ilana Paterman Brasil, o álbum reúne 12 músicas extraídas da discografia dos Os Tincoãs, grupo baiano formado em Cachoeira (BA) em 1960 e projetado na década de 1970 com música afro-brasileira de grande carga ancestral e espiritual.
O álbum “Pra gira girar – Uma celebração aos Tincoãs” foi gravado com produção musical orquestrada por Mario Caldato com a colaboração do baixista Alexandre Kassin.
O núcleo central do coletivo Pra Gira Girar é composto pelo mentor do grupo, Alvaro Lancellotti (voz), com Alan de Deus (voz), Michele Leal (voz) e Pedro Costa (guitarra).
O repertório do álbum inclui músicas como “A força da Jurema” (Mateus Aleluia, Dadinho e Heraldo Bozas, 1973), “Cordeiro de Nanã” (Mateus Aleulia e Dadinho, 1977), “Lamento às águas” (Mateus Aleluia e Dadinho, 1977), “Na beira do mar” (Mateus Aleluia e Dadinho, 1973), “Oxossi te chama” (Mateus Aleulia e Dadinho, 1975) e “Salmo” (Mateus Aleulia e Dadinho, 1975), entre outras composições da fase áurea dos Tincoãs.
Além do quarteto integrante do núcleo central, o álbum “Pra gira girar – Uma celebração aos Tincoãs” foi gravado com as adesões de Kassin (baixo, além da coprodução), Anna Magalhães (percussão), Diogo Gomes (trompete) e Zé Manoel (piano e voz).
O percussionista Zero Awá (1957 – 2025) completa in memoriam a ficha técnica do disco, editado em LP.
O álbum decorre da boa receptividade do show apresentado pelo coletivo para reverenciar os Tincoãs. “Esse disco é uma consequência do show, nada tínhamos planejado.
No entanto, entendemos que essa obra era riquíssima e que pouca gente viu Os Tincoãs em cena. Eles não fizeram tantas aparições como banda e também pertencem a uma geração muito antiga.
Houve, então, uma vontade muito genuína de reapresentá-los”, explica Alvaro Lancellotti.
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