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Cultura

Carly Rae Jepsen está em paz em ser da 'classe média do pop': 'Encontrei meu ponto ideal de sucesso'

Ao g1, cantora canadense falou sobre ideia de sucesso, novo disco e última vinda ao Brasil: 'Foi uma das melhores viagens da minha vida'.

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Carly Rae Jepsen está em paz em ser da 'classe média do pop': 'Encontrei meu ponto ideal de sucesso'

A artista canadense Carly Rae Jepsen tem um nível de sucesso peculiar: é da "classe média do pop", como chamou uma matéria do "New York Times" de 2023.

Carly Rae Jepsen fala sobre rótulo de 'classe média do pop.

Em outras palavras, ela não está no altíssimo escalão das popstars e, para muitas pessoas, é no máximo a cantora de "Call Me Maybe". Mas para um grupo fiel de fãs, seu talento para melodias e composições no pop a colocam em um patamar diferenciado (eles não estão errados: ela é boa mesmo).

Foram esses fãs que a receberam com entusiasmo em 2023, na última vinda da cantora ao Brasil para o Primavera Sound São Paulo e show solo no Rio de Janeiro. E que aguardam ansiosamente pelo disco "Day and Night", uma incursão pela música pop da confessional à dançante, lançado nesta sexta-feira (18).

Semanas antes do lançamento, Carly conversou com o g1 sobre o álbum, a vinda em 2023 — que ela diz ter sido uma das melhores viagens de sua vida — e esse rótulo de "classe média.

Aos 40 anos e quase 20 de carreira, Carly não tem pretensões de subir ao mais altíssimo patamar do pop. "Encontrei para mim o ponto ideal de poder fazer a música que eu amo, ser capaz de viajar com ela e ter uma família e uma vida fora disso também", diz.

Para mim, esse equilíbrio é crucial para a minha longevidade. Eu não acho que eu existiria bem em um nível onde tudo seria escrutinado e coisas sobre ser celebridade tomam o lugar da artisticidade.

Isso parece um pouco invasivo para mim e um pouco demais para o que eu pessoalmente consigo aguentar. Sem julgamentos às pessoas que conseguem, eu fico impressionada e tiro o chapéu.

Mas eu sinto que, conforme nós avançamos pela vida e olhamos para o que nos faz felizes e o que nos faz sentir ancorados também, o sucesso vem da sua definição.

Pensei muito sobre isso literalmente desde 'Call Me Maybe' em diante.

Me sinto realmente grata por eu ter feito essa escolha bem cedo, e sinto que eu aterrissei encontrando minha comunidade e conseguindo ter um grupo apaixonado e poderoso que eu viajo o mundo e visito cada vez que nós lançamos música, e é verdadeiramente a alegria da minha vida.

Carly diz que, para este álbum, se inspirou em artistas como Minnie Riperton, Abba e a cantora de jazz Blossom Dearie. "Quando eu exploro música, eu não vou apenas atrás do que é novo.

Eu realmente gosto de buscar coisas do passado que eu acho que simplesmente resistiram ao teste do tempo.

Habituada a lançar projetos duplos (seus últimos álbuns ganharam "lado A e lado B", lançados em diferentes momentos), ela decidiu colocar tudo junto desta vez em "Day and Night", que acabou ficando com 24 faixas.

Carly diz que até considerou a possibilidade de que as pessoas não ouvissem até o final, mas que, desta vez, "cada música tinha uma razão para estar lá.

O que foi emocionante para mim foi que você pode levar o seu tempo com este álbum, que nós estávamos criando um pouco de um mundo para você existir nele, e você não tem que ouvir tudo de uma vez.

Você pode fazer diferentes coisas quando você sentir vontade.

Isso pareceu um jeito de eu poder abraçar o mundo. Ter um projeto coeso no 'day', ter um projeto coeso no 'night', e deixá-los coexistir, com esses dois sabores meio ousados que representam onde eu estou agora.

Onde ela está agora é um lugar especial: a cantora se casou com o produtor Cole N (colaborador de "Day and Night") em 2025 e, em março de 2026, eles receberam o filho Ilya.

Ou seja, há um tom de paz e alegria nesta etapa da carreira da artista — que passou toda a entrevista bastante sorridente.

Carly revela que a maior parte do álbum já havia sido concluída antes do nascimento do bebê, mas muitas músicas dão dicas desse "pequeno núcleo familiar que ela sonhava em ter um dia.

[O disco] é, sim, um retrato lindo da minha vida que eu estou muito feliz que está documentado.

Agora, ela divide o tempo entre ser mãe e promover o novo trabalho. "É louco. Quer dizer, cada parte do dia muda em torno do meu filho e nós estamos nos encaixando como uma equipe, meu marido e eu, mas é muito emocionante.

Eu acho que eu não conseguiria fazer isso sem o apoio dele.

Última vinda ao Brasil teve forró e parapente.

Sobre a última vinda ao Brasil, em 2023, Carly é (ainda mais) sorrisos.

Eu estava falando disso com Cole [ N, produtor e marido da cantora] nesta manhã. Essa foi uma das maiores viagens da nossa relação e da minha vida... Eu me senti muito livre quando eu estava lá.

E eu senti que eu estava cercada por amantes da música, tipo, no show, amantes da música apaixonados e essas são as minhas pessoas. Então eu me senti muito em casa.

Segundo a cantora, o segurança que estava com a banda prometeu mostrar os lugares "não turísticos". Então, eles foram para praias secretas e saltaram de parapente.

Quando nós estávamos no Rio, nós na verdade fomos de parapente com a pipa, fora de uma montanha, aquilo foi surreal e algo que eu sempre quis fazer e eu não posso acreditar que eu fiz porque eu meio que tenho medo de alturas.

Teve tempo para tudo: segundo a cantora, eles até saíram para dançar "uma dança coladinha, com alguns passos para lá e para cá". Em suma, pelo visto, Carly Rae Jepsen dançou forró no Brasil.

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