A noite já ia alta no bairro Guaicurus, em Corumbá, quando o cheiro de queimado e a fumaça tomaram conta de uma casa na Rua Tenente Mendes. O fogo tinha começado lá em cima, na viga de madeira que sustenta o telhado, bem perto dos fios da instalação elétrica.
Antes que as chamas se espalhassem pela estrutura, o próprio morador agiu rápido e conseguiu controlar o fogo. Mesmo assim, o Corpo de Bombeiros Militar foi chamado e chegou ao local por volta das 22h40.
Ficha da ocorrência
| Quando | Por volta das 22h40 |
|---|---|
| Onde | Rua Tenente Mendes, bairro Guaicurus, Corumbá |
| O que queimou | Viga de madeira que sustenta o telhado |
| Causa provável | Sobrecarga na fiação elétrica próxima à estrutura |
| Quem apagou | O próprio morador, antes da chegada dos Bombeiros |
| Ação dos Bombeiros | Resfriamento da madeira para evitar que o fogo voltasse |
| Vítimas | Nenhuma |
Fumaça e madeira ainda quente
Quando a guarnição entrou na casa, as chamas já estavam apagadas, mas o risco não tinha acabado. Havia muita fumaça no ambiente e a madeira atingida continuava aquecida. Em uma casa construída quase toda de madeira, esse é o cenário que mais preocupa: uma brasa escondida dentro da viga pode reacender horas depois, com a família dormindo.
Por isso, os bombeiros fizeram o resfriamento da parte afetada, jogando água de forma controlada sobre a estrutura para baixar a temperatura e eliminar possíveis pontos de reignição. Só depois disso a ocorrência foi considerada sob controle.
▶ VÍDEO
Veja por dentro da casa: as vigas escurecidas pelo fogo e o trabalho dos bombeiros no local.
Assistir ao vídeo ↓Suspeita: fiação sobrecarregada
Segundo os Bombeiros, o fogo começou possivelmente por uma sobrecarga na fiação elétrica que passava perto da viga. Quando um fio recebe mais corrente do que suporta, ele esquenta. Com o tempo, a capa plástica derrete, os fios se encostam e surge a faísca. Se o fio está preso ou encostado direto na madeira, o fogo encontra combustível na hora.
Depois do atendimento, a equipe orientou o morador sobre os cuidados com a parte do telhado atingida, que pode ter perdido resistência, e sobre as condições da fiação da casa. A recomendação foi tomar as medidas necessárias para evitar um novo incidente. A ocorrência terminou sem vítimas nem feridos.
Casas são o principal alvo do fogo elétrico
O caso do Guaicurus não é isolado. Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026, da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), o Brasil teve 1.304 incêndios causados por sobrecarga ou curto-circuito em 2025. Quase metade deles, 619, aconteceu dentro de residências. Em Mato Grosso do Sul, foram 44 casos registrados no ano.
Incêndios de origem elétrica em 2025
A principal causa, com folga, são as instalações elétricas inadequadas: fios finos demais para a carga, emendas mal feitas, material de baixa qualidade e redes antigas que nunca foram revisadas. Em seguida vêm aparelhos de alto consumo, como ar-condicionado e ventiladores, que passam horas ligados nos dias de calor forte, comuns em Corumbá.
Principais causas de incêndios elétricos no Brasil · 2025
Número de incêndios por causa identificada. Fonte: Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026 (ano-base 2025), da Abracopel.
Como evitar um incêndio elétrico em casa
- Não sobrecarregue tomadas com benjamins, "Ts" e extensões ligando vários aparelhos ao mesmo tempo.
- Aparelhos potentes, como chuveiro, ar-condicionado e micro-ondas, devem ter circuito próprio.
- Em casas de madeira, a fiação deve passar por eletrodutos (conduítes), e não presa direto nas vigas e tábuas.
- Fique atento a cheiro de queimado, tomadas quentes, luzes piscando e disjuntores que desarmam com frequência. São sinais de alerta.
- Instale disjuntores adequados e o dispositivo DR, e chame um eletricista qualificado para revisar a instalação.
- Se houver fogo em fiação, desligue a chave geral antes de usar água. Nunca jogue água em fios energizados.
Telefones de emergência
193 Corpo de Bombeiros · 199 Defesa Civil · 192 Samu
Por Amin Feres, redator da ULTRA NOTÍCIAS, com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (3º GBM) e do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026, da Abracopel.

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