Oi, oi, gente querida do meu coração.
Hoje vou precisar do ombro de vocês pra consolar a tristeza que desde ontem invadiu minha alma com a notícia da morte de duas gloriosas damas do teatro e da TV.
Uma delas, inclusive, ainda menina trocava as bonecas por caixotes para melhor improvisar o palco onde costumava subir para imitar os personagens do histórico do Bixiga, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, até hoje famoso por ter sido berço de figuras que moldaram a identidade cultural e artística do nosso país como o compositor Adoniran Barbosa e o ator Paulo Autran, como ela, um gigante do teatro brasileiro.
E foi ali mesmo no Bixiga que a paulistana Laura Cardoso se lançou no teatro amador e até no circo.
Contudo, o início de sua carreira se deu aos 15 anos, após um teste para uma novela na rádio Cosmos. Dez anos depois, a hora e a vez de estrear na TV em 1952, na TV Tupi, com o programa Tribunal do Coração, escrito por Vida Alves.
Daí pra frente Laura também teve passagens pelas TVs Excelsior, Record e Cultura, até ser contratada pela TV Globo, onde fez mais de 20 novelas.
E não admira que, na condição pioneira de seu profissionalismo, ela teve oportunidade de dizer.
E vale a pena, à luz de suas palavras, relembrar o início de Laura na televisão.
E foi assim que Laura Cardoso participou de dezenas de peças clássicas e modernas, muitas delas premiadas.
A estreia no cinema aconteceu em 1962. Foram 30 filmes, entre longas e curtas-metragens.
Sem falar que, ao longo de décadas, ela colecionou indicações e prêmios pelas atuações que teve na TV, no teatro e no cinema.
Ao todo Laura Cardoso fez mais de 100 trabalhos e 60 novelas.
Certa vez, numa homenagem, disse que a aposentadoria seria uma coisa horrível e que ainda tinha muitos planos para realizar.
E assim foi até os seus últimos dias.
Laura Cardoso saiu de cena, mas seu legado, como bem disse sua neta Adriana Baleironi nos minutos finais da despedida de sua avó no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, no início da tarde de ontem, é imenso.
E em meio ao vazio, a palavra do amigo Leão Lobo, que conheceu Laura na porta da saudosa TV Tupi há mais de 60 anos.
Mauro Alencar, consultor em teledramaturgia, também fez questão de relembrar seu encontro com Laura Cardoso quando ela, ainda muito antes da TV, se dedicava aos aprendizados no rádio e às encenações dramáticas no circo.
Lembrou inclusive a primeira pergunta que fez para ela sobre a composição das personagens.
Sem dúvida, a voz é a digital da alma, o traço único que nos denuncia, nos desnuda e nos identifica no escuro.
Mas, ao mesmo tempo, a voz pode ser o abraço invisível, o toque que atravessa a sala sem usar as mãos, mesmo na hora do aplauso.
Viva Maria se une aos aplausos à Laura Cardoso e Nilcedes Soares de Magalhães.
Ela nasceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em outubro de 1934.
Nilcedes escolheu a Glória como nome artístico.
Não só pela facilidade de ser compreendido em todas as línguas, mas também porque, em sua grande maioria, as mulheres que carregam este como primeiro nome ou parte de um nome composto, derivado do latim gloria, que significa fama, honra ou renome, têm a vida coroada pelo sucesso.
De Glória Pires a Glória Maria: icônica jornalista e repórter da televisão brasileira, passando pela internacional Gloria Groove, ser Gloria é a glória, literalmente.
Fontes
Informação baseada em material público de Radioagência Nacional, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.