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Vinho e churrasco: os melhores rótulos para 8 cortes de carnes

Veja rótulos que acompanham bem picanha, alcatra, filé mignon e outros cortes.

3 min de leitura
Vinho e churrasco: os melhores rótulos para 8 cortes de carnes

Picanha, maminha, alcatra e contrafilé: quais são os melhores vinhos para cada corte de carne do churrasco.

A arte de combinar vinho e comida leva em conta muitas variantes como o tempero, o modo de preparo e o tipo de molho, entre outras. Por isso, não se pode dizer que somente um tipo de vinho seja indicado para churrasco, pois existem diferentes tipos de cortes bovinos, com características únicas.

A finalidade da harmonização é melhorar ainda mais o sabor do prato e os vinhos certos ajudam a limpar as papilas gustativas, preparando o paladar para a próxima garfada.

Tradicionalmente uma carne macia, marmorizada e com uma capa de gordura, a picanha é um corte nobre que merece um vinho à altura.

A sugestão de harmonização é o argentino Norton Malbec DOC, elaborado em Mendoza, que apresenta boa acidez e taninos macios. É um rótulo que amadureceu em barricas de carvalho francês por 6 meses e passou mais 9 meses em tanques de concreto e 3 meses na garrafa.

A maminha é a parte mais macia da alcatra, suculenta e com sabor suave e combina bem com um tinto italiano Caldora Yume Montepulciano d'Abruzzo DOC, elaborado na região de Abruzzo com a uva Montepulciano.

É um vinho com belos aromas frutados, notas de flores secas e especiarias. Possui taninos abundantes, porém maios, que irão complementar a delicadeza do corte.

Um dos cortes mais apreciados por ter pouquíssima gordura e um sabor adocicado e menos acentuado que o de alcatra e contrafilé, o filé mignon exige um vinho francês sofisticado para acompanhar.

O Le Clos de Reynon é um tinto de Bordeaux, elaborado pela prestigiada Domaine Denis Dubourdieu com a uva Merlot. É um vinho saboroso e de taninos macios que ressaltam a textura e os sabores dessa carne.

Também muito macio, o contrafilé é um corte que possui uma capa de gordura lateral que mantém a umidade da carne. O sabor acentuado e o ideal é servi-lo malpassado ou ao ponto.

Para harmonizar, a dica é um espanhol da Rioja, o Marqués de Tomares Reserva, um tinto espetacular que amadurece por 24 meses em barrica de carvalho americano e 24 meses em adega antes da comercialização.

Elaborado principalmente com a uva Tempranillo, é encorpado, com taninos aveludados e excelente estrutura para aguentar a intensidade da carne.

Com pouca gordura e muito macio, esse é um dos cortes mais versáteis do boi. Combina com o Corbelli Chianti DOCG, tinto italiano da região da Toscana com belos aromas de frutas, uma acidez refrescante e sabor.

Trata-se de uma peça pequena, de fibras longas, que apresenta sabor incrível quando bem preparada. Em tiras generosas grelhadas, vai bem com o tinto Carolina Reserva Cabernet Sauvignon com seus aromas que lembram defumado devido ao estágio de 8 meses em barrica e taninos marcantes.

Carne delicada e riquíssima em gordura, a costela exige atenção, dedicação e paciência durante o longo preparo, esforço altamente recompensado com a variedade de aromas, texturas e sabores que aparecem quando ela está pronta.

Para dar conta de tanta untuosidade, a dica é Carlos Montes Tannat Crianza, um vinho uruguaio complexo e com taninos maduros que vão melhorar ainda mais o sabor do corte.

Também muito rico em gordura, o cupim exige longo tempo de cozimento por conta da fibra muscular e alta quantidade de gordura. Para acompanhar, a dica é o Monsaraz Reserva Alentejo DOC, um tinto português que passa 12 meses em barrica de carvalho e mostra-se amplo e intenso em boca.

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