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Unifal-MG se posiciona sobre caso de assédio moral investigado pelo Ministério Público do Trabalho

Servidor afirma ter sofrido isolamento profissional desde 2025, desenvolveu síndrome de burnout e recorreu a órgãos externos após, segundo ele, não obter respos

4 min de leitura
Unifal-MG se posiciona sobre caso de assédio moral investigado pelo Ministério Público do Trabalho

A Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) afirmou que analisou e respondeu a todas as manifestações feitas por um servidor que denuncia ter sofrido assédio moral na instituição.

  • Ministério Público do Trabalho investiga denúncia de assédio moral na Unifal, em Alfenas.

O posicionamento foi enviado após a exibição de uma reportagem no EPTV 1, na quarta-feira (28). O caso é investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Em nota assinada pelo reitor Alessandro Antonio Costa Pereira, a universidade informou que as demandas do servidor receberam os encaminhamentos pertinentes, conforme a natureza de cada manifestação e os procedimentos institucionais aplicáveis.

A instituição também destacou as políticas de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação adotadas pela universidade.

O servidor, identificado como Germano Lopes, é analista de tecnologia da informação e trabalha há 17 anos na Unifal. Ele afirma que as situações que caracterizariam o assédio começaram em 2025 e continuaram em 2026.

O Ministério Público do Trabalho confirmou que investiga as denúncias de assédio moral na Unifal-MG. Segundo o órgão, o procedimento está em andamento e, por isso, não é possível divulgar mais detalhes sobre o caso.

Servidor relata isolamento e diagnóstico de burnout.

Segundo Germano, ele procurou a direção da universidade, a reitoria e os canais administrativos da instituição para relatar os problemas, mas não recebeu o acolhimento nem as respostas que esperava.

Diante da situação, decidiu procurar órgãos externos e a Justiça Federal.

O analista relata que passou a ser isolado no ambiente de trabalho, com e-mails sem resposta e processos que, segundo ele, deixavam de ser encaminhados. Ele afirma que o quadro afetou a saúde mental e que recebeu diagnóstico de síndrome de burnout, confirmado por perícia médica.

O servidor também disse ter recebido relatos de colegas que teriam passado por situações semelhantes. Ele defende melhorias nos protocolos da universidade para lidar com denúncias e questões relacionadas à saúde mental dos trabalhadores.

Na nota enviada após a reportagem, a universidade afirmou que segue uma Política de Prevenção e Enfrentamento às Formas de Assédio e Discriminação, aprovada em 2024 pelo Conselho Universitário (Consuni).

A instituição também destacou que exige a participação de servidores em atividades de capacitação sobre assédio e discriminação como requisito para progressão ou promoção funcional.

Segundo a Unifal, a medida foi reconhecida pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Recomendação nº 10/2026, como uma boa prática a ser replicada por outras universidades.

A universidade informou ainda que mantém o Grupo de Enfrentamento e Mobilização contra o Assédio (Gema), formado por docentes, técnicos-administrativos e estudantes.

O grupo atua na prevenção, no acolhimento e na orientação de pessoas que vivenciam ou identificam possíveis situações de assédio.

Para o registro formal de denúncias, a Unifal orienta que a comunidade universitária e o público em geral utilizem a Ouvidoria, por meio da plataforma Fala. BR, da Controladoria-Geral da União (CGU).

De acordo com a instituição, as manifestações são analisadas e encaminhadas conforme sua natureza e os procedimentos aplicáveis, podendo resultar na apuração de responsabilidades, quando cabível.

Sobre o caso específico de Germano, a Unifal declarou que todas as manifestações recebidas foram analisadas e respondidas, com os encaminhamentos pertinentes. A universidade reafirmou o compromisso com um ambiente seguro, respeitoso e livre de assédio e discriminação.

Sindicato aponta aumento de relatos de assédio.

Em nota, o sindicato dos docentes da Unifal informou que sempre recebe queixas de assédio, mas que houve aumento dos relatos nos últimos três anos.

Entre as principais reclamações mencionadas pela entidade estão excessos no exercício de funções de chefia e falhas no contraditório em processos administrativos.

O sindicato também citou casos de vícios processuais apontados pela Controladoria-Geral da União.

A entidade afirmou ainda que são frequentes as queixas relacionadas à atenção à saúde dos trabalhadores. Segundo o sindicato, o departamento jurídico analisa as denúncias recebidas para avaliar a possibilidade de adoção de medidas judiciais em outros casos.

Ministério Público do Trabalho investiga denúncia de assédio moral na Unifal.

Veja a nota da UNIFAL-MG na íntegra.

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