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Três policiais civis são alvos de operação por suspeita de cobrar R$ 100 mil de empresário em Niterói

Agentes são réus por concussão após exigir dinheiro para não tomar providências contra uma fábrica de gelo. Um dos policiais foi preso em flagrante durante a op

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Três policiais civis são alvos de operação por suspeita de cobrar R$ 100 mil de empresário em Niterói

A operação teve como objetivo cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos agentes. Durante a ação, o policial Rogério de Oliveira Gomes foi preso em flagrante por estar com uma arma registrada em nome de outra pessoa.

Os outros dois policiais alvos da operação são Felipe de Oliveira Busch e Diego Gonçalves Vianna. Os três são lotados na Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti), em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Os agentes estiveram em dois endereços de Rogério: um condomínio na Estrada Benvindo de Moraes, no Recreio, e outro imóvel em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste. Ele estava no segundo endereço quando foi preso.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o caso começou em maio do ano passado, quando os policiais foram até a fábrica de gelo, no bairro do Caramujo, em Niterói, para apurar uma denúncia de maus-tratos contra uma pessoa idosa.

De acordo com o MPRJ, a fiscalização teria sido usada como pretexto para extorquir o empresário. No local, os agentes passaram a questionar a procedência dos equipamentos e a ligação de energia elétrica da empresa, afirmando que havia irregularidades.

A TV Globo teve acesso a imagens do segundo pagamento, feito em um posto de gasolina em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. A gravação mostra primeiro a chegada do carro do empresário e, em seguida, a aproximação de viaturas da delegacia.

Os três agentes foram denunciados pelo crime de concussão, que ocorre quando um funcionário público exige vantagem indevida em razão do cargo. A pena prevista pode chegar a 12 anos de prisão.

Celulares e computadores foram apreendidos.

Durante a operação desta sexta-feira, os agentes apreenderam celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos nos endereços dos investigados.

O Ministério Público vai analisar o material para aprofundar a investigação sobre a cobrança feita ao empresário e verificar se os policiais podem ter cometido outros crimes.

A TV Globo não conseguiu contato com a defesa dos policiais. A Polícia Civil informou que a apuração da Corregedoria está em andamento.

Em números

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