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Servidora é suspeita de emitir cartões de programa social em nome de pessoas falecidas para usar o

Os nomes deles não foram divulgados.

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Servidora é suspeita de emitir cartões de programa social em nome de pessoas falecidas para usar o

Uma servidora da Prefeitura de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, é suspeita de emitir cartões de um programa social do município em nome de moradores sem o conhecimento deles, inclusive de pessoas falecidas, para usar o benefício junto com o marido.

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Os nomes deles não foram divulgados.

Segundo a corporação, a mulher trabalhava em uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), onde tinha acesso aos dados de pessoas de baixa renda que ainda não tinham solicitado o benefício do PG+Humana.

Com essas informações, ela solicitava os cartões em nome desses moradores e usava o dinheiro para benefício próprio. Prints coletados pelas investigações mostram conversas do casal anotando os gastos e combinando compras para ir à praia.

A suspeita em relação à fraude começou depois que uma pessoa procurou a Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa para solicitar o benefício e servidores notaram que aquela pessoa já era beneficiária.

A partir disso, a prefeitura fez uma auditoria interna e levou o caso às autoridades.

Junto com a prefeitura, a Polícia Civil fez um levantamento de todos os cartões que aparentavam algum tipo de irregularidade, ouviu os beneficiários para conferir se eles tinham ou não requisitado e confrontou os dados dos cartões com as imagens de câmera de segurança dos estabelecimentos.

Os registros mostraram a servidora e o companheiro dela usando os cartões registrados em nome de terceiros, conforme o delegado.

A servidora foi afastada da função que ocupava antes e atualmente trabalha em outro setor, no qual não tem acesso aos sistemas e aos cartões do programa.

A servidora e o marido dela foram indiciados pelos crimes de peculato e inserção de dados falsos em dispositivo de informações.

Eles não foram presos porque a Polícia Civil considerou que, com o afastamento dela da função, a conduta ilícita foi impossibilitada.

A Prefeitura de Ponta Grossa informou que tomou todas as medidas judiciais cabíveis, que foi uma ação isolada de uma servidora e que não representa o trabalho sério feito pela Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa.

Disse ainda que os mecanismos de fiscalização seguem em constante aprimoramento.

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