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Segundo segurança é preso por agredir ciclista que morreu em Copacabana

Segundo parentes, agressões começaram após um segurança acusar injustamente Cláudio Rafael Landeiro de roubo. Vítima morreu em decorrência das agressões.

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Segundo segurança é preso por agredir ciclista que morreu em Copacabana

Um segundo segurança foi preso na noite desta quinta-feira (20) pelo linchamento do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, que, segundo a família, foi morto ao ser injustamente acusado de um roubo.

Davi Santos Machado se entregou na 53ª DP (Mesquita).

A 12ª DP (Copacabana) tinha pedido a prisão de Davi e Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos após a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas.

O crime aconteceu no dia 11 de agosto. Jorge se entregou na própria delegacia de Copacabana pela manhã e foi confrontado pela irmã da vítima.

Veja as agressões que levaram à morte de Cláudio Rafael.

As imagens mostram três homens cercando Cláudio. Dois deles carregavam mochilas de entrega, enquanto o terceiro segurava uma vareta, usada para desferir pelo menos 30 golpes contra a vítima.

O trio também dá chutes e socos em Cláudio, que cai na calçada durante as agressões.

O crime ocorreu na noite de 11 de agosto. Cláudio estava com a bicicleta da irmã e parou em frente a uma loja na esquina das ruas Barata Ribeiro e Belford Roxo, onde desceu e ficou em pé, na calçada.

Pessoas que suspeitaram dele chamaram seguranças da rua. Um deles perguntou o que Cláudio queria com a bicicleta. Sem resposta, um vigia deu uma paulada no braço do ciclista.

Cláudio, então, foi até a Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou na escadaria de um prédio — a partir desse momento, o episódio é registrado pelas câmeras.

Os homens com as mochilas chegam de bicicleta e interpelam Cláudio. Na sequência, o vigilante com a vareta aparece. As agressões começam, com pauladas.

Cláudio se levanta da escada e tenta escapar, mas é segurado. O trio desfere socos e chutes. Cláudio, que em nenhum momento reage, cai no chão desacordado.

Os agressores ainda vasculham os bolsos do ciclista, e o vigia também tira uma foto da cena. Todos vão embora, deixando Cláudio agonizando.

Bombeiros são acionados e socorrem Cláudio. Ele foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo informações repassadas à família, a causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia interna.

Câmeras flagraram linchamento de ciclista em Copacabana.

O porteiro do prédio, Jorge Pires, viu tudo. “As imagens mostram uma violência muito grande. Bateram muito mesmo”, lamentou.

A turismóloga Gabriela Lima disse ter ficado chocada com o barulho das pancadas.

Uma das irmãs de Cláudio, Fabiana Landeiro Hansen, disse que ele estava com uma bicicleta da família. Ela definiu Cláudio como um homem de coração puro, calmo e “quieto, na dele”.

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