O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, é um dos alvos da 3ª fase da Operação Carbono Oculto, realizada nesta quinta-feira (24) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra um esquema de lavagem de dinheiro e infiltração do crime organizado no setor de combustíveis.
Freixo, que é alvo de mandado de busca e apreensão, ficou conhecido nas investigações do Banco Master após fechar um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A delação, assinada em agosto e homologada em setembro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), detalhou operações financeiras envolvendo Daniel Vorcaro, dono do banco.
Freixo entregou à investigação comprovantes das transferências e e-mails trocados com Paulo Calixto, gestor fiduciário do fundo e advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Ele disse não saber qual seria a destinação final do dinheiro depois que chegasse ao fundo. A Polícia Federal investiga se todo o valor foi usado no filme ou se parte teve outro destino.
Diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto.
A ligação de Freixo com a investigação sobre combustíveis aparece por meio de empresas relacionadas a ele.
Primo" e "Beto Louco" seguem foragidos.
A existência dessas transações não significa que Freixo tenha sido apontado como integrante da organização criminosa. A investigação busca esclarecer o contexto e a finalidade das movimentações.
Freixo começou a trabalhar aos 14 anos como office-boy, passou pelo mercado financeiro e, em 2016, fundou o Grupo Entre. Ele também foi alvo da Operação Compliance Zero, que investigou o Banco Master.
A equipe de reportagem tenta localizar a defesa de Antônio Carlos Freixo Júnior para que ele se manifeste sobre a operação.
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