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Polícia encontra 'passagem secreta' em imóveis ligados a Milton Leite e apreende R$ 280 mil e US$ 89 mil em

Ex-vereador disse na quinta (17) que se apresentaria para provar inocência. Mas isso não ocorreu até essa sexta (18). Ele é alvo de operação que investiga o PCC

4 min de leitura
Polícia encontra 'passagem secreta' em imóveis ligados a Milton Leite e apreende R$ 280 mil e US$ 89 mil em

Milton Leite é alvo de operação contra infiltração do PCC no sistema de transporte de SP.

  • Milton Leite, presidente do Água Santa e mais 4 seguem foragidos.
  • 12 das 22 empresas de ônibus que operam em São Paulo são suspeitas de ligação com o PCC; veja quais são elas.
  • Ex-presidente da Trans é preso em operação contra infiltração do PCC nas empresas de ônibus.

A Polícia Civil e o Ministério Público (MP) encontraram na manhã desta sexta-feira (18) uma espécie de "passagem secreta" entre dois imóveis ligados Milton Leite durante buscas em Sorocaba, no interior paulista, para tentar prender o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

De acordo com as autoridades, uma casa pertence a um assessor do ex-parlamentar e a outra residência seria do próprio Milton. Diante do que os investigadores encontraram, eles suspeitam que o político possa ter estado em alguma das residências.

A Justiça decretou na quinta-feira (17) a prisão dele a pedido da investigação. Milton é suspeito de envolvimento num esquema criminoso que envolve a infiltração a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo e em estruturas do poder público em São Paulo.

A Operação Vectura Corrupta foi realizada na quinta para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão.

O ex-parlamentar, que é filiado ao União Brasil, ainda não se apresentou nesta sexta às autoridades após o prazo de 24 horas que ele próprio havia anunciado à imprensa, no dia anterior, para se entregar.

Ele negou as acusações e disse que irá provar a sua inocência.

Até a última atualização desta reportagem, Milton continuava sendo considerado foragido da Justiça.

A polícia e o MP receberam informações de que Milton pudesse estar escondido na casa de um assessor em Sorocaba. Mas os policiais e promotores não o encontraram lá.

No local havia dinheiro e documentos. A pessoa, que estava no imóvel, não soube explicar a origem deles.

Segundo as autoridades, no imóvel do assessor do político há uma passagem que liga a outra residência que pertenceria a Milton. O segundo imóvel estaria vazio.

Para a polícia, o foragido pode ter estado em algum dos imóveis. Para saber disso, a investigação vai analisar imagens de câmeras de monitoramento.

No total, a Justiça decretou as prisões de 16 investigados, sendo que dez deles tinham sido presos e outros seis estavam foragidos até a última atualização desta reportagem.

Entre os presos está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da Trans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e atual candidato a deputado estadual.

Entre os foragidos estão o presidente do Esporte Clube Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, o Paulo Camarão.

A equipe de reportagem não localizou suas defesas.

Segundo o Ministério Público, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital seriam controladas direta ou indiretamente pela facção criminosa PCC.

Essa é uma alegação da investigação, ainda sujeita à apuração judicial.

O nome de Milton aparece em diálogos e outros elementos reunidos pela investigação. A decisão também menciona depoimentos de policiais militares que o apontaram como "dono de fato" da Transwolff, empresa que já havia sido investigada na Operação Fim da Linha, em 2024.

A Transwolff nega que o político tenha participação societária ou atuação na gestão da empresa.

Milton sempre negou as acusações e afirma que não tem relação com o PCC. Ele também nega ser proprietário da Transwolff.

Em números

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