Ir para o conteúdo

Terça-feira, 22 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 27°C Parcialmente nublado

Brasil

PF e MPRJ cumprem mandados contra a milícia de Juninho Varão

3 min de leitura
PF e MPRJ cumprem mandados contra a milícia de Juninho Varão

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quinta-feira (20) a Operação Fora de Ordem, contra a milícia de Juninho Varão, que age na Baixada Fluminense e impõe, com violência, o monopólio de internet e de botijões de gás.

Agentes saíram para cumprir 23 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do TJRJ, na capital e em Nova Iguaçu.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro e a indisponibilidade de bens. Um dos endereços era um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, o objetivo da ação desta quinta-feira é “desarticular uma organização criminosa armada com influência territorial e econômica na Baixada Fluminense” e “desmantelar estruturas supostamente utilizadas para a ocultação de recursos provenientes das atividades ilícitas investigadas”.

De acordo com a investigação, o grupo de Varão age desde 2013 em bairros de Nova Iguaçu e municípios vizinhos, “valendo-se de domínio territorial, poder intimidatório e violência” para explorar atividades econômicas, como o monopólio de internet e da comercialização de gás.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa armada, extorsão e lavagem de capitais.

Juninho Varão é o apelido de Gilson Ingrácio de Souza Junior. Segundo investigações da Polícia Civil, do MPRJ e da Polícia Federal, ele lidera uma organização criminosa com atuação principalmente em Nova Iguaçu, com influência também em áreas de Queimados e municípios vizinhos da Baixada Fluminense.

Ele é apontado como chefe do grupo conhecido como Bonde do Varão, investigado por crimes como constituição de milícia privada, extorsão e lavagem de dinheiro.

Varão foi integrante da milícia de Ecko (Wellington da Silva Braga), um dos maiores chefes paramilitares do RJ. Após a morte de Ecko, em 2021, e a posterior fragmentação da estrutura comandada por Danilo Tandera, Varão ganhou espaço e assumiu o controle de áreas da Baixada.

As investigações atribuem à organização de Juninho Varão o controle territorial de comunidades por meio de intimidação e violência, além da exploração de atividades econômicas em áreas dominadas.

Entre os negócios investigados aparecem.

cobrança de taxas de moradores e comerciantes;exploração do serviço de internet;comercialização de gás;extorsões e outras cobranças ilegais.

Juninho Varão é tratado pelas autoridades como foragido e alvo de mandados judiciais. Diversas operações recentes tiveram como objetivo atingir sua estrutura financeira e operacional, além de prender integrantes apontados como seus homens de confiança.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Brasil