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Operação Patrinus: 6ª fase prende PMs que cobraram de clínica por ‘atendimento diferenciado’

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ) investiga, desde 2024, desvios de conduta no 39º BPM (Belford Roxo).

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (10) a 6ª fase da Operação Patrinus, que desde 2024 apura desvios de conduta no 39º BPM (Belford Roxo).

Os alvos desta vez são 3 PMs — 2 cabos e 1 sargento — que, segundo o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), negociaram e receberam pagamentos para oferecer “atendimento privilegiado” à Clínica Fênix, em Belford Roxo.

Promotores saíram para cumprir 3 mandados de prisão preventiva. Dois dos PMs já estavam encarcerados, e o outro foi preso em casa, no bairro Parque Rosário, em Nova Iguaçu.

Todos foram denunciados por corrupção passiva militar.

De acordo com a denúncia, a Clínica Fênix integrava uma rede de comerciantes e empresas chamados pelos policiais de “padrinhos”, que pagavam para receber “atendimento diferenciado”.

Ainda segundo o Gaesp, mensagens extraídas do celular de um dos denunciados mostram os envolvidos discutindo a diferença entre o valor pago e o que teria sido combinado.

Os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2021, quando o trio integrava o 39º BPM (Belford Roxo). Um deles foi expulso da corporação após o oferecimento da denúncia.

A denúncia foi recebida pela Auditoria da Justiça Militar.

A ação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen).

A Operação Patrinus apura a atuação de PMs do 39º BPM em esquemas de corrupção em Belford Roxo.

Em maio de 2024, 13 policiais foram presos na 1ª fase da operação. Na ocasião, o MPRJ afirmou que o grupo vendia armas e drogas apreendidas em operações, cobrava propina de motoristas de transporte alternativo e mototaxistas e exigia taxas semanais de comerciantes em troca de “proteção”.

Em julho de 2025, o Gaesp prendeu outros 9 PMs por atuar como seguranças privados durante o expediente.

Em agosto do mesmo ano, 10 policiais foram presos em uma nova fase da operação, também por suspeita de cobrar propina de comerciantes para prestar segurança armada.

Em maio deste ano, o MPRJ prendeu um cabo e denunciou 11 policiais militares por suspeita de corrupção em Belford Roxo. De acordo com o Gaesp, entre outubro de 2021 e fevereiro de 2024 o grupo também recebia propinas semanais para prestar segurança a comércios durante o expediente.

Em junho, 3 PMs foram presos por vender uma pistola apreendida durante uma ação policial realizada em julho de 2021, na comunidade da Caixa D’Água. Um 4º alvo, sargento, já estava encarcerado.

O Gaesp denunciou o grupo por peculato e comércio ilegal de arma de fogo.

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