Um filhote fêmea de uma onça-parda foi resgatado pela Polícia Ambiental do Paraná em um posto de combustíveis em Luiziana, no Centro-Oeste do Paraná, na quinta-feira (20).
O animal, que tem 6 quilos e idade estimada entre três e quatro meses, foi encontrado em um quadro de desnutrição e desidratação e recebeu atendimento emergencial na Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado, em Campo Mourão.
O mamífero chegou à clínica bastante assustado, mas sem ferimentos aparentes", explicou Emilaine Bonete, médica veterinária do Integrado e especialista em animais selvagens.
Para garantir a segurança da equipe e do próprio animal, a pequena onça-parda foi sedada. Em seguida, passou por avaliação física, coleta de sangue, ultrassonografia e radiografias.
Testes rápidos para doenças como Sida Felina (FIV), Leucemia Felina (FeLV) e Parvovirose apresentaram resultados negativos.
Após acordar da anestesia, a oncinha reagiu de forma positiva e voltou a se alimentar, com a ajuda da equipe veterinária. Assista ao vídeo acima.
A principal suspeita é de que a felina tenha sido abandonada ou que a mãe tenha falecido recentemente", explicou o professor do curso de Medicina Veterinária do Integrado, Felipe Gava.
Depois da recuperação inicial, a oncinha foi levada pelo Instituto Água e Terra (IAT) ao Centro Universitário Unifil na sexta-feira (21). Lá, o tratamento de recuperação continua.
Assim que ela estiver totalmente reabilitada e com os sinais vitais restabelecidos, o encaminhamento será para uma área de soltura devidamente cadastrada no Paraná, devolvendo esse animal ao seu habitat natural", detalha o agente de execução técnica e manejo de meio ambiente do IAT, Mateus Rodrigues Gozer.
O que fazer ao encontrar um animal silvestre.
Os especialistas do Centro Universitário Integrado reforçam que, ao se deparar com a fauna nativa em perímetro urbano ou rodovias, a recomendação é manter distância segura e jamais tentar aproximação.
Afaste-se com segurança: Não faça movimentos bruscos e fique de olho no entorno. A mãe pode estar por perto e se tornar extremamente agressiva ao interpretar a presença humana como uma ameaça.
Não toque nem pegue o filhote: O cheiro humano pode fazer a fêmea rejeitá-lo, além de expor você a graves riscos de ataque. Não alimente: Nunca ofereça leite, água ou comida.
Uma dieta inadequada pode matar o animal ou prejudicar sua futura reabilitação.
A orientação é evitar qualquer tentativa de resgate por conta própria e acionar imediatamente a Polícia Militar Ambiental, o Corpo de Bombeiros (193) ou o IAT. Com esses cuidados, ajudamos a vida silvestre", complementa a médica veterinária do Integrado, Emilaine Bonete.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.