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Brasil

Nem tráfico de cocaína rende o que rendem as falsificações de Nikolas

Digam outra atividade no Brasil e no mundo que poderia multiplicar por 106 o patrimônio de um vivente. Cuidado com os que roubam verdades

2 min de leitura
Nem tráfico de cocaína rende o que rendem as falsificações de Nikolas

Mas vamos convir: nem vender cocaína ou heroína faz o patrimônio de alguém se multiplicar 106 vezes em quatro anos, ainda que ele alegue que parte considerável dessa fabulosa cornucópia decorra do financiamento de um imóvel.

Financia-se, e entra na coluna dos ativos — sou técnico em contabilidade (meu lado oculto; uma imposição da ditadura, que ele defenderia) —, quem é “adimplente”.

Ninguém nunca perdeu dinheiro no Brasil por ser reacionário, mentir, dizer coisas hediondas ou propagar ideias que matam. E, saibam, não é de hoje.

Sou um tanto injusto ao me referir apenas ao Brasil. Assim é mundo afora, hoje em dia, com a ascensão da extrema direita. Os supostamente fanáticos sempre gozaram de grande credibilidade ao longo da história.

Não sou especialista em comportamento, mas digo, com a sabedoria que hauri da experiência comum: só acredito na loucura que rasga dinheiro. Aquela que o acumula.

Bem, loucura não é, mas cálculo — além de ser, escrevo com ironia (para não enfurecer os marxistas, rsss), um modo muito particular de “acumulação primitiva (e põe “primitiva” nisso!) do capital.

Ah, não. Não estou a acusar Nikolas de roubar dinheiro desse ou daquele. Esse é o debate que ele quer fazer, dadas a pusilanimidades que lança nas redes quase todos os dias.

Não caio nessa armadilha. Roubo sem flagrante não dá em nada.

Nikolas rouba um bem público valiosíssimo. Ele é um ladrão de verdades. Rouba o que o faz, sim, aos 30 anos, um homem rico. E, por óbvio, deixa os outros pobres de.

Dado os que assinam a declaração de IR, esse rapaz já se situa no grupo que compõe de 1,2% a 1,5% desses declarantes. Caso levemos em conta os que estão dispensados até das formalidades, eis em grupo mais restrito: entre 0,2% e 0.

Todos os dias um espertalhão e um otário saem de casa. E eles acabam fazendo negócios. Nos tempos que correm, nem um nem outro precisam levantar o traseiro da cadeira.

Ocorre que um vai pagar, e o outro vai receber. Um deles ficará ainda mais pobre de verdades. E o outro ficará milionário.

Fontes

Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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