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MP e Corregedoria prendem 4 em operação contra policiais de SP suspeitos de cobrar propina de

Justiça decretou sete prisões preventivas, quatro delas contra policiais. Segundo investigação, agentes cobravam cerca de 70% do valor de cargas ilegais de elet

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MP e Corregedoria prendem 4 em operação contra policiais de SP suspeitos de cobrar propina de

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Corregedoria da Polícia Civil deflagraram, na manhã desta sexta-feira (28), uma operação contra um grupo suspeito de cobrar propina para liberar cargas ilegais de celulares e outros eletrônicos interceptadas por policiais civis.

  • Bruno Moreno dos Santos — policial civil. É investigado por suspeita de participar da apreensão de uma carga de celulares em 17 de junho de 2024, na qual apenas parte da mercadoria teria sido formalmente apreendida.
  • José Adriano Pereira da Silva Nishi — policial civil. Segundo a investigação, participou das negociações para a liberação irregular de uma carga apreendida.
  • Sidiclei Almeida — advogado. É apontado como intermediário nas negociações entre policiais e empresários e teria atuado na cobrança e operacionalização dos pagamentos.
  • Jonathan Vieira — empresário e apontado como um dos intermediários do esquema no Paraná.

Corregedoria e MP fazem operação contra policiais civis de SP.

Dos sete alvos de mandados de prisão preventiva, quatro haviam sido presos até a última atualização desta reportagem. Segundo os investigadores, um dos procurados está no Paraguai e outros dois ainda não haviam sido localizados.

Ao todo, a Justiça decretou sete prisões preventivas, sendo quatro contra policiais civis de São Paulo. Também são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos identificados pela investigação estão.

O g1 tenta localizar as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para manifestação.

Segundo a investigação, os policiais interceptavam cargas de eletrônicos de origem irregular e, em vez de apreender integralmente as mercadorias, exigiam dos responsáveis pagamentos equivalentes a cerca de 70% do valor da carga para liberá-la total ou parcialmente.

Um advogado é apontado como intermediário do esquema e dois suspeitos de comandar o contrabando das mercadorias.

O policial civil Vagner de Lima, investigador de 1ª classe lotado no 2º Distrito Policial de Cotia, não teve a prisão decretada, mas foi afastado da função pública, teve as credenciais de acesso aos sistemas policiais recolhidas e está proibido de manter contato com investigados e testemunhas.

Segundo a investigação, foram identificados 13 acessos feitos com o login funcional de Vagner ao sistema Muralha Paulista/Cortex relacionados a um veículo que posteriormente teria sido envolvido no suposto esquema de corrupção.

Os investigadores suspeitam que o policial tenha usado o sistema para monitorar um caminhão ligado a um dos episódios apurados.

Batizada de Operação Merx, a ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil e do Departamento de Operações Estratégicas da Polícia Civil (Dope).

Os investigadores apuram os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a investigação, o advogado alvo da operação atuava como intermediário entre os policiais e os empresários envolvidos no esquema. Ele negociava com os agentes, indicava contas para os pagamentos, orientava quais valores deveriam ser informados às autoridades e participava da operação para devolver as mercadorias.

Em mensagens analisadas pelos investigadores, o advogado teria se referido ao dinheiro em espécie usado no esquema como "caixinha da alegria.

A investigação também aponta a suspeita de que a própria estrutura da Polícia Civil tenha sido utilizada para monitorar cargas e obter vantagens ilícitas.

Entre os 18 endereços alvos de busca e apreensão estão três unidades da própria Polícia Civil na Grande São Paulo.

Segundo o Ministério Público, integrantes do grupo utilizavam dependências policiais para armazenar as mercadorias e simular apreensões parciais das cargas, dando aparência de legalidade à atuação.

Os mandados são cumpridos em cidades de três estados. Em São Paulo, a operação ocorre em Barueri, Taboão da Serra, Diadema, Cotia, Santana de Parnaíba, Embu das Artes, São Sebastião e na capital paulista.

Há ainda diligências em Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná, e São Luís de Montes Belos, em Goiás.

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