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Médica assassinada no Paraná: marido recebe alta hospitalar e é levado direto à delegacia com cueca

João Vitor Domingues Romeiro foi preso pelo feminicídio de Gassi Mazia, em Maringá. Ele estava internado desde o sábado (5), quando crime aconteceu. O g1 tentou.

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Médica assassinada no Paraná: marido recebe alta hospitalar e é levado direto à delegacia com cueca

João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, recebeu alta hospitalar e foi encaminhado à delegacia. Ele é o principal suspeito de assassinar a médica Gassi Mazia, de 37 anos, em Maringá, no Norte do Paraná, com quem tinha um relacionamento e um filho.

O g1 tentou contato com a defesa de João, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

João foi preso em flagrante no sábado (5), quando Gassi foi encontrada morta no apartamento em que morava. Entretanto, desde a data, ele estava internado em um hospital sob escolta policial, pois estava ferido.

Na noite desta quinta-feira (10), ele chegou à 9ª Subdivisão Policial. O vídeo do momento mostra o homem sendo levado ao local, usando uma cueca para esconder o rosto.

Na manhã desta sexta-feira (11), ele permanece preso na delegacia para ser ouvido pelas autoridades. Antes da transferência, duas audiências de custódia dele foram canceladas por conta da internação.

Segundo o Ministério Público (MP-PR), João invadiu o imóvel e "executou covardemente" Gassi porque não aceitava o fim do relacionamento. A informação foi destacada pela promotoria ao manifestar-se pela prisão preventiva dele, que foi aceita pela Justiça.

O assassinato da médica foi comunicado à Polícia Militar (PM-PR) por uma familiar de João Vitor, que o ouviu confessar ter cometido o feminicídio. O g1 optou por não divulgar o nome para preservar a identidade da testemunha.

Em depoimento à Polícia Civil, a testemunha explicou que, na noite de sábado (5), João enviou mensagens perguntando se ela estava em Mandaguari, a 32 quilômetros de distância de Maringá.

Depois, ligou para a familiar e pediu o endereço da casa dela. Até então, ninguém sabia da morte da médica. Abaixo, ouça o depoimento.

Assassinato de médica no Paraná: marido confessou crime à familiar.

Ao chegar, ele estacionou o carro no pátio do imóvel e, ainda dentro do veículo, disse à mulher que havia assassinado Gassi.

Ele falou para mim que ele e a Gassi tinham brigado e que ele tinha matado ela", contou a testemunha em depoimento à polícia.

Ao saber do caso, a família acionou a PM e chamou o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), porque João estava com ferimentos na região do pescoço.

Após a chegada da PM, o marido recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de feminicídio e foi internado em um hospital, sob escolta policial.

Após a PM de Mandaguari prender João Vitor em flagrante, a corporação de Maringá foi até o apartamento onde Gassi morava. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estava no local e havia confirmado a morte da mulher.

O corpo dela havia sido encontrado, primeiro, por outro familiar que soube do assassinato e foi ao endereço. Foi ele também que encontrou o filho de oito meses do casal, deixado sozinho no imóvel onde o crime aconteceu.

Conforme o boletim de ocorrência, Gassi estava caída e de bruços. Havia três facas ao lado do corpo da médica. O delegado Adriano Garcia informou que a vítima aparentava ter aproximadamente 10 marcas de golpes.

O sepultamento dela aconteceu na manhã de segunda-feira (7).

Até a última atualização desta reportagem, a investigação inicial mostrou que João não aceitava o fim do relacionamento com Gassi e cometeu o feminicídio.

A informação está na manifestação do Ministério Público (MP-PR), que solicitou que a prisão em flagrante de João fosse convertida em preventiva. O pedido foi aceito pela Justiça no domingo (6).

Segundo o MP, João invadiu o imóvel e "executou covardemente" Gassi. Há a suspeita de que ele tenha passado algumas horas com o corpo da vítima no local, antes de sair do apartamento e deixar o filho de oito meses sozinho.

A gravidade concreta do crime perpetrado por João Vitor Domingues Romeiro transborda os limites da barbárie ordinária. De acordo com o apurado restou preliminarmente identificado que o autuado, por não aceitar o término do relacionamento com sua ex-companheira, invadiu o apartamento desta e a executou covardemente.

Mais do que o ato em si, a frieza e a crueldade demonstradas na execução do crime chocam e justificam a prisão preventiva", diz a manifestação.

A manifestação do MP é baseada nos depoimentos colhidos dos policiais militares que atenderam à ocorrência e nas informações prestadas pelas testemunhas.

A Polícia Civil (PC-PR) não divulgou oficialmente a motivação do crime. No domingo, o delegado Adriano Garcia informou apenas que João tentava reatar o relacionamento com Gassi.

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