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Corumbá - MS | Segunda-feira, 2 de novembro de 2026 | 08:42

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Luto: acolhimento ajuda a expressar sentimentos no Dia de Finados

No Dia de Finados, psicólogas destacam que acolhimento, memórias e grupos de apoio podem ajudar quem enfrenta o luto.

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O luto é encarado de diversas formas, a depender da cultura de cada país. A perda de um ente querido costuma ser acompanhada por sentimentos de saudade, tristeza e outras emoções.

No dia de finados, as homenagens àqueles que partiram se juntam a diferentes formas de recordar o vínculo um dia criado.

A perda de alguém próximo, muitas vezes, pode trazer mudanças bruscas na vida de quem fica. Assim, podem ocorrer episódios de depressão e outras dificuldades de seguir adiante.

A psicóloga Karina Brum lembra que o dia de finados pode ser uma oportunidade para expressar os sentimentos.

Sentir a perda com mais intensidade nessa data significativa de 2 de novembro não deve ser considerado necessariamente um retrocesso ao processo do luto. É normal existir comportamentos como visitar o cemitério, reunir a família, fazer uma oração ou preparar uma comida que remeta a pessoa falecida.

Isso tudo cria oportunidades de expressar os sentimentos, de compartilhar memórias, de receber apoio, inclusive de criar uma rede de apoio.

Karina Brum reforça que o acolhimento pode ser importante nesse momento de luto.

Perguntas como “Você quer conversar ou prefere que eu fique aqui com você?” ajudam a respeitar essa escolha. O acolhimento cria um contexto em que expressar tristeza, saudade ou outras emoções seja bem-vindo e não simbolize crítica ou cobrança.

Frases como Você precisa ser forte' ou já está na hora de seguir em frente' com certeza dificultam o processo. É muito mais acolhedor reconhecer a perda e dizer, por exemplo, “não sei exatamente o que você está sentindo, o que é isso para você, mas estou aqui para te ouvir”.

Grupos de apoio também podem auxiliar durante o luto. O grupo Mães Sem Nome, criado em 2011, reúne mulheres que sofrem com a perda de filhos. O projeto oferece atendimento gratuito para mães enlutadas, com assistência de 25 psicólogas voluntárias que atuam de forma presencial ou virtual.

A psicóloga Márcia Noleto, fundadora do grupo, destaca a importância de buscar ajuda e não enfrentar a dor sozinha.

Nós acreditamos que o acesso ao cuidado psicológico especializado em luto é fundamental e que essa contribuição precisa alcançar também aquelas pessoas que, por uma razão socioeconômica, não têm acesso a esse serviço de psicoterapia.

Então, nós compreendemos que acolher essas mães é reconhecer sua dor, respeitar suas histórias e garantir que não precisa enfrentar sozinhas essa experiência tão profunda e tão transformadora.

Márcia Noleto ressalta que o dia de finados é o momento de intensificar a saudade, mas que é importante compreender as lágrimas e descobrir como seguir vivendo sem deixar de amar.

E lembrar que ninguém precisa sofrer na solidão. Existem várias formas de amar e a ausência, em hipótese alguma, ela anula esse amor que a gente sente. Esse amor permanece em nós, né.

Então ele nunca é apagado, ele nunca é esquecido. Então, é um dia para que cada um encontre o seu jeito de celebrar e de se aproximar daqueles que já foram e que nós continuamos amando e muito.

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