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Líder supremo do Irã pede união do mundo islâmico contra Estados Unidos e Israel

Em uma mensagem divulgada neste domingo (30), Mojtaba Khamenei classificou os Estados Unidos e Israel como inimigos de todos, e não apenas do Irã.

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Líder supremo do Irã pede união do mundo islâmico contra Estados Unidos e Israel

O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, convocou as nações muçulmanas a se unirem contra os Estados Unidos e Israel em uma mensagem divulgada neste domingo (30), quando a guerra no Oriente Médio completa seis meses.

Mojtaba Khamenei sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da ofensiva americano-israelense contra o Irã, e não foi visto em público desde então.

As autoridades iranianas não divulgaram vídeos nem gravações de áudio do líder.

A solução para os problemas da Ummah (comunidade muçulmana) reside na unidade de voz, na amizade e na cooperação no caminho do bem", afirmou o aiatolá, segundo seu site oficial.

Ele conclamou os líderes da região a "reconhecerem seu verdadeiro inimigo, compreenderem seu plano e combatê-lo", identificando os Estados Unidos e Israel como inimigos de todos, e não apenas do Irã.

Qualquer pessoa, em qualquer posição, que faça algo que cause divisão entre os muçulmanos e crie conflitos dentro da comunidade muçulmana, consciente ou inconscientemente, voluntária ou involuntariamente, terá servido aos objetivos dos inimigos do Islã", acrescentou.

Em retaliação à ofensiva israelense-americana, o Irã teve como alvo aliados de Washington na região, especialmente a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Jordânia, o Kuwait, o Catar e o Bahrein.

As relações de Teerã com essas capitais deterioraram-se desde então.

O líder supremo, que detém a palavra final sobre as principais políticas do Irã, ainda pediu às autoridades e à população iranianas que deixem de lado suas diferenças e se unam na luta contra os inimigos declarados do país, os Estados Unidos e Israel.

Ele ressaltou que "sob nenhuma circunstância se deve permitir o surgimento de divergências" entre o povo iraniano.

Na sexta-feira (28), em uma declaração escrita anterior, havia afirmado que "a prática de qualquer ato que comprometa a coesão social era proibida.

Ele também defendeu a desdolarização gradual da economia iraniana e o aumento da produção para revitalizar a atividade econômica, após meses de bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e décadas de sanções internacionais, cujo endurecimento foi anunciado por Washington na segunda-feira.

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