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Laudo da morte de bebê de 3 meses aponta trauma no tórax e hemorragia intracraniana causados por 'ação

Polícia diz que resultado da necropsia reforça investigação de maus-tratos por conta das lesões cerebrais. Família alega manobra de desengasgo, mas investigador.

4 min de leitura
Laudo da morte de bebê de 3 meses aponta trauma no tórax e hemorragia intracraniana causados por 'ação

Bebê de 3 meses internado com suspeita de maus-tratos morre no Rio; Ministério Público investiga o caso.

O laudo do Instituto Médico Legal sobre a morte do bebê de três meses que estava internado em estado gravíssimo há quase 2 meses em um hospital da rede privada na Tijuca, Zona Norte do Rio, aponta que a causa da morte foi um trauma no tórax e uma hemorragia intracraniana.

A criança morreu neste domingo (23), enquanto o pai foi preso preventivamente no dia anterior por suspeita de maus-tratos.

A família alega que as lesões foram causadas em uma manobra de desengasgo, mas a polícia afirma que o laudo do IML reforça a hipótese de maus-tratos.

O laudo afirma que a causa da morte foi "traumatismo do tórax complicado por hemorragia intracraniana e encefalopatia anóxica", que significa que houve uma hemorragia dentro da cabeça do bebê e que o cérebro sofreu por falta de oxigênio, além do trauma na região torácica.

A criança tinha múltiplas fraturas, hemorragia e edema cerebral, além de ter sofrido episódios de parada cardíaca e crises convulsivas durante a internação. O caso é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Civil.

Segundo o MPRJ, a investigação começou após a Justiça comunicar às autoridades, na sexta-feira (21), o grave quadro clínico apresentado pelo bebê. Com a morte da criança, a investigação passa a apurar também as circunstâncias do óbito.

Bebê já havia sido internado anteriormente.

A equipe médica teria desconfiado da versão e acionado as autoridades.

A criança recebeu alta, mas voltou ao hospital posteriormente com lesões mais graves. Na nova internação, foram identificadas múltiplas fraturas, hemorragia e edema cerebral.

O bebê também sofreu episódios de parada cardíaca e crises convulsivas.

O MPRJ informou que a 8ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da Capital também apura se houve falha na comunicação do caso às autoridades durante a primeira internação e se houve eventual falta funcional por parte dos conselheiros tutelares que foram comunicados sobre os maus-tratos.

Em nota, o hospital negou que tenha havido demora ou omissão na comunicação do caso. A unidade afirmou que notificou o Conselho Tutelar no mesmo dia em que a criança foi admitida, em 2 de julho, conforme os protocolos aplicáveis a situações que demandam acompanhamento da rede de proteção à criança e ao adolescente.

O hospital informou ainda que está prestando assistência aos familiares e colaborando com as autoridades, disponibilizando informações e registros necessários para o esclarecimento dos fatos.

Família contesta suspeita contra o pai.

A família contesta a suspeita de agressão e alega que o pai tentou desengasgar o filho da maneira que acreditava ser correta. Segundo os familiares, o bebê já apresentava problemas de saúde desde o nascimento e chegou a ficar internado em uma UTI por problemas respiratórios.

Ainda de acordo com a família, a criança teve uma infecção urinária e foi internada novamente quando tinha cerca de dois meses. Os parentes afirmam que, durante a internação, o bebê sofreu duas paradas cardíacas, precisou ser entubado e ficou com um dreno.

Os parentes também questionam parte do atendimento médico e afirmam que exames realizados durante a internação não teriam identificado inicialmente a gravidade do quadro neurológico.

Os parentes alegam que houve negligência e dizem ter documentos que sustentariam a versão apresentada.

A mãe prestou depoimento à polícia no sábado. Segundo os investigadores, ela defende a versão apresentada pelo pai.

A Polícia Civil informou que vai ouvir testemunhas e analisar as provas apresentadas pelo hospital e pelo Instituto Médico-Legal para esclarecer as circunstâncias das lesões e da morte da criança.

O pai permanece preso preventivamente e está à disposição da Justiça.

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