JN nas Ruas - Brasil que Ensina': o valor da educação.
Depois de viajar por quatro regiões do país, o JN nas Ruas navega pelo Rio Amazonas. Chegamos à Região Norte.
Reunimos brasileiros num barco que faz a travessia entre Manaus (AM) e Belém (PA). Foi uma conversa sobre as eleições e políticas públicas que transformam a vida das pessoas.
O tema deste sábado (22) é o fio condutor da nossa série especial: um Brasil que ensina o valor da educação.
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Eu me sinto muito honrado, muito grato a Deus pela oportunidade que Deus me deu. Mas foi graças à persistência, à perseverança dos meus pais. Meu pai só tem até o ensino fundamental completo, a minha mãe, até o ensino médio completo e, assim, foi uma virada de chave.
Através disso, tivemos ascensão financeira, tivemos acesso à cultura, ao entretenimento, o que, para a nossa região, é tudo muito mais difícil", conta o jornalista Ítalo Ramos de Sousa.
Quando a gente compara o Brasil e vê todos esses rankings comparando o Brasil com países europeus, Estados Unidos, China, Rússia, Austrália, Canadá, quando a gente olha e vê o Brasil lá embaixo.
Por que isso acontece? Em parte, porque, no Brasil, a escola é de quatro horas. Esses países todos têm uma escola de sete, oito, nove... Essa é uma grande prova de fogo de gestão.
Uma secretaria de Educação ou um governo estadual, municipal, mal geridos, não dão conta. E há também a questão do financiamento. Não existe mágica, não tem como você ofertar educação integral com o mesmo valor da educação parcial.
Então, você tem, sim, que ter um investimento maior. Então, sempre que tem, por exemplo, alguém dizendo assim: 'Ah, mas o Brasil já investe muito em educação'. Mas não, calma aí, a gente já universalizou a educação integral.
Ainda não. Então, calma aí, que ainda tem muita coisa para fazer. E essa é uma tarefa dos governadores. Claro que o governo federal pode ter políticas de incentivo, de apoio técnico e financeiro aos estados.
Quem vai votar neste ano tem que olhar se aquele candidato tem propostas para a educação profissional, se tem propostas para a educação integral, enfim. O grande desafio agora é fazer uma oferta de fato de qualidade.
A prioridade hoje é garantir a aprendizagem para todos", diz Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos pela Educação.
Para mim, é o maior reconhecimento: 'Professor, muito obrigado. Eu sou o que sou porque o senhor me ajudou'. Isso é muito bom, não é? Mas o maior reconhecimento é a gente ver as pessoas mudarem de vida", afirma o professor Amós Lourenço.
O que faz a diferença do professor é olhar para o aluno e ver que ele é a diferença, ele é a nossa empolgação. Ele é a nossa esperança para, lá na frente, o futuro acontecer, mudar", diz o professor Galileu Pires.
A Amazônia é coragem, é coração, é história. Nosso riozão aí, como vocês estão vendo, né? Eu acho que a gente deveria ver a dimensão que é o rio e botar isso na base da educação", diz a estudante Saara Reis.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional.
ImagensAlberto FernandesFelipe FariasHenrique LucasJosé HenriqueLúcio Rodrigues.
Produtores de tecnologiaGuilherme OliveiraNathiele Lobato.
Técnicos de captação de somAndré NascimentoJoão Alves.
DesignersAccacio FernandesBernardo Gomes.
Analista de segurançaAloisio Machado.
Rede AmazônicaAlexandre PereiraElynei JoséFernando LimaHenrique FilhoMichel Castro.
RepórteresGraziela AzevedoPedro Bassan.
Roteiro e ediçãoCláudia GuimarãesHenrique LucasJoão RochaLucas Torres.
Supervisão de ediçãoCláudia GuimarãesJoão Rocha.
Diretor de jornalismoMiguel Athayde.
Fontes
Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.