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"Isso não se torna derrota", diz pai de siamesas mortas após separação

As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, nasceram unidas pela cabeça e morreram no último dia 15 após a cirurgia final de separação

3 min de leitura
"Isso não se torna derrota", diz pai de siamesas mortas após separação

O pai das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça e morreram depois de passarem pela cirurgia final de separação no último fim de semana em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, agradeceu o acolhimento por parte dos médicos e disse não ver a perda das filhas como uma derrota da equipe do hospital.“Eu queria que vocês, doutores, continuassem com a força e a fé que vocês têm.

De acordo com o hospital, as duas crianças morreram após cerca de 15 horas de cirurgia. O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da equipe médica e era considerado a etapa final de separação, após as gêmeas terem passado por outros quatro procedimentos cirúrgicos.

A Prefeitura de São José arcou com os custos do funeral. A última cirurgia das crianças ocorreu em março deste ano, para instalação de bolsas expansoras de pele pela equipe de cirurgia plástica, e durou cerca de 6 horas.

O caso era conduzido pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica do HC. A história das gêmeas siamesasAs gêmeas Heloísa e Helena nasceram em 2024 unidas pela cabeça.

O caso é considerado raro, de 1 para cada 2,5 milhões de nascimentosPara a separação completa, a equipe do HC previu a necessidade de cinco cirurgias espaçadas de 2 a 3 meses.

Em cada etapa, uma janela óssea de um quarto do crânio era aberta para acesso e separação dos vasos encontrados. Em seguida, a janela era fechada novamente e foram aguardados 2 a 3 meses para os cérebros se recuperarem.

O processo se repetiu até dar a volta completa no crânio, quando todos os vasos estavam finalmente separados e os cérebros independentes anatomicamente. O tratamento é considerado de alto custo, mas era bancado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem nenhum custo à família.

O HC de Ribeirão é referência no tratamento de craniópagos, já tendo separado dois casos anteriores.

Em azul, as duas bolsas expansoras de pele que foram instaladas neste sábado nas gêmeas siamesas Heloísa e Helena.

A cirurgia deste sábado é a quarta pela qual as irmãs passaram.

Gêmeas siamesas passam por 4ª cirurgia antes de separação definitiva.

Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e Helena.

Neste sábado (21/3), as gêmeas siamesas Heloísa e Helena, acompanhadas pelo HCFMRPUSP desde o nascimento, vão passar pela última cirurgia antes da separação efetiva dos corpos.

A incidência dos gêmeos siameses craniópagos é de 1 caso para cada 2,5 milhões de nascimentos.

As meninas, com 2 anos, são unidas pela cabeça.

  • O caso é considerado raro, de 1 para cada 2,5 milhões de nascimentosPara a separação completa, a equipe.
  • A incidência dos gêmeos siameses craniópagos é de 1 caso para cada 2,5 milhões de nascimentos.

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