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Haddad leva Lula à TV e critica Tarcísio; governador destaca obras e não usa Flávio Bolsonaro na estreia do

Horário eleitoral da campanha de 2026 começou nesta sexta-feira (28). Governador de São Paulo tem o dobro de tempo em relação ao adversário petista.

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Haddad leva Lula à TV e critica Tarcísio; governador destaca obras e não usa Flávio Bolsonaro na estreia do

Na estreia do horário eleitoral da campanha de 2026, nesta sexta-feira (28), Fernando Haddad (PT) levou o presidente Lula (PT) para a televisão. Já Tarcísio de Freitas (Republicanos) não usou em seu primeiro programa o senador Flávio Bolsonaro (PL), um de seus principais aliados e padrinho político na corrida eleitoral.

A diferença não foi a única entre as estratégias dos dois candidatos ao governo de São Paulo. Enquanto Tarcísio usou seu programa para mostrar a reconstrução de São Sebastião, após as chuvas que deixaram 65 mortos em 2023, Haddad apostou em críticas à gestão do adversário, abordando temas como o aumento dos feminicídios, a Cracolândia e as privatizações.

Tarcísio também terá mais espaço na televisão durante a campanha. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o candidato do Republicanos terá 6 minutos e 20 segundos de propaganda, mais que o dobro dos 2 minutos e 40 segundos destinados a Haddad.

A diferença no tempo é resultado das alianças formadas pelos candidatos: Tarcísio reúne oito partidos, enquanto Haddad tem cinco. A ordem de veiculação dos programas foi definida em sorteio realizado pelo TRE-SP.

Tarcísio aposta em emoção e reconstrução.

Sem jingle e com uma trilha sonora mais emotiva, o primeiro programa de Tarcísio mostrou relatos de sobreviventes das chuvas que atingiram São Sebastião, no litoral paulista, em fevereiro de 2023.

A tragédia ocorreu cerca de dois meses depois de o governador assumir o cargo.

A propaganda mostrou Tarcísio de volta à cidade e destacou a atuação do governo estadual no atendimento às vítimas e na reconstrução das áreas atingidas.

O governador se emocionou e chegou a chorar ao ouvir agradecimentos de moradores que tiveram as casas reconstruídas. Os relatos também elogiaram a atuação do candidato do Republicanos, que busca a reeleição.

Haddad começa com críticas e apoios políticos.

Já a propaganda de Haddad começou com eleitores vendados sentados diante de uma televisão. A peça faz uma referência à ideia de que parte da população não estaria enxergando problemas enfrentados pelo estado durante a gestão Tarcísio, como o aumento dos feminicídios e questões relacionadas à Cracolândia.

O ex-ministro da Fazenda também exibiu declarações de apoio de aliados, entre eles Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), seu candidato a vice, Márcio França (PSB), e o presidente Lula.

Ao longo do programa, Haddad criticou o aumento dos casos de feminicídio, afirmou que São Paulo cresce menos que o restante do país e atacou as privatizações promovidas pela gestão do adversário.

A propaganda terminou em um tom diferente do escolhido por Tarcísio: com um jingle em ritmo de sertanejo, estilo musical frequentemente associado às campanhas de candidatos do campo político adversário.

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