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Brasil Revisado por ULTRA AI

Guerra, tarifas e menos imposto a ricos geram dívida recorde nos EUA

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Entre as razões para o aumento dos juros, estaria a inflação causada pela guerra e o “risco Trump” motivado pela política agressiva da Casa Branca, que causa incertezas no mercado, como no caso do conflito tarifário com o Canadá.

Os especialistas sustentam que essa política pressiona os juros cobrados pelos títulos do Tesouro estadunidense.

Desde o final da 2ª Guerra Mundial, os títulos do Tesouro dos EUA são considerados o ativo “mais seguro” no mundo. Segundo o professor Pedro Bastos, ainda não há desconfiança no mercado em relação a capacidade de pagamento da dívida pelos EUA.

O único risco de calote dos EUA seria político, quando o Congresso se recusa a autorizar o aumento do teto da dívida, mas o professor Pedro Paulo Zahluth Bastos alertou também para o problema dos gastos crescentes com juros.

A política econômica focada no corte de impostos para os ricos, adotada nos dois mandatos de Trump, motivou parte do aumento do endividamento ao reduzir a arrecadação, explicou o economista Pedro Faria.

O professor da Unicamp Pedro Bastos acrescentou que a menor tributação dos ricos nos EUA tem contribuído ainda para concentrar a renda do país, sendo a dívida recorde um sintoma do conflito pela distribuição dessa riqueza dentro dos EUA.

O especialista da Unicamp argumentou que os EUA não gastam demais, mas arrecadam de menos. A carga tributária nos EUA é de cerca de 25% do PIB, contra 34% na média da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne países entre os mais desenvolvidos do mundo).

Para o especialista Pedro Faria, do Instituto Economias, o que pode preocupar o Tesouro dos EUA é a tendência, observada entre governos, Estados e empresas em todo o mundo, de reduzir o uso de títulos dos EUA como opção para manter a liquidez da economia.

Para o economista da Unicamp Pedro Bastos, os juros mais altos cobrados pelos títulos dos EUA é a resposta do mercado aos ataques do governo Trump aos pilares que dão confiança a esses papéis: um FED autônomo, tribunais judiciais independentes e aliados sendo tratados como aliados.

Para o especialista, é o “risco Trump” que pressiona o rendimento dos títulos públicos de 30 anos dos EUA, que alcançaram 5,33% em 18 de agosto, o maior nível desde 2007.

Esse nível de juros dos títulos longos é o que pressiona os gastos com a dívida do país norte-americano.

Apesar dos juros mais altos cobrados pelos títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA, Bastos avalia que o mercado segue investindo nos papéis do Estado do país norte-americano.

Fontes

Informação baseada em material público de Agência Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Agência Brasillink

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