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Corumbá - MS | Sexta-feira, 30 de outubro de 2026 | 22:14

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Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

Filha da vereadora cobra apuração de ataques racistas à mãe, assassinada em 2018. Universidade diz que foi aberta investigação interna para apurar o ocorrido.

2 min de leitura
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Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar. Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio", afirmou Luyara, em postagem compartilhada com o Instituto Marielle Franco.

  • Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.
  • Chiquinho Brazão, ex-deputado federal.
  • Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
  • Ronald de Paula, major da Polícia Militar e.
  • Robson Calixto, ex-policial militar.

Segundo Luyara, uma pessoa teria usado o termo "macaca" e questionado como Marielle teria pagado a própria faculdade. Marielle foi aluna da PUC-Rio, onde cursou sociologia.

A gente está falando de uma mulher negra, que ocupou a universidade, que construiu sua trajetória com muito trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade.

Uma mulher que teve sua vida interrompida pela violência política e que mesmo depois de ser assassinada, continua sendo alvo de racismo", diz Luyara.

Isso não é brincadeira, não é opinião, não é liberdade de expressão. Racismo é crime", acrescenta.

O crime de racismo está previsto na Constituição Federal. Trata-se de crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não caduca, com pena de reclusão e multa.

Recentemente, Marielle foi alvo de outra ofensa, no último dia 13, em ato perto da PUC-Rio, por apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Em vídeos que circularam nas redes sociais, bolsonaristas ironizaram o assassinato de Marielle Franco. Um dos manifestantes falou em um carro de som: "Marielle está com papai do céu", e acrescentou, "ou no colo do capeta.

O caso ganhou repercussão. Também na ocasião, nas redes sociais, Luyara Franco, e a irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), publicaram vídeos defendendo a vereadora.

O crime ocorreu em março de 2018. O carro da vereadora Marielle Franco foi alvejado quando ela saia de ato no centro do Rio. Ela e o motorista Anderson Gomes foram assassinados.

Assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados em 2024.

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