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Falso médico é preso em flagrante durante atendimento domiciliar a criança com câncer

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Falso médico é preso em flagrante durante atendimento domiciliar a criança com câncer

Falso médico é preso em flagrante durante atendimento domiciliar a criança com câncer

Um falso médico foi preso em flagrante nesta quinta-feira (6) durante um atendimento domiciliar a uma criança de 10 anos em tratamento contra um tumor cerebral maligno, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Diogo dos Santos Serpa usava registros no Conselho Regional de Medicina (CRM), o carimbo e receituários de outros profissionais sem autorização. Ele não possui formação nem habilitação para atuar como médico, ainda de acordo com a investigação.

Diogo foi preso por agentes da 63ª DP (Japeri) na casa da família, no Jardim Pitoresco.

A menina tem meduloblastoma grau IV, um tumor cerebral maligno. A polícia afirmou que as prescrições feitas por uma pessoa sem habilitação poderiam colocar a saúde da criança em risco.

A TV Globo não conseguiu contato com a defesa de Diogo dos Santos Serpa.

Segundo a investigação, a mãe da criança começou a desconfiar depois de perceber inconsistências nas prescrições. Ela consultou o cadastro do Conselho Regional de Medicina e verificou que a foto vinculada ao CRM usado nos atendimentos não correspondia ao homem que frequentava a casa.

A família procurou a 63ª DP, que enviou policiais ao endereço nesta quinta. Diogo foi abordado ao término de mais um atendimento, segundo a delegacia.

A polícia afirmou que ele se apresentava como “Dr. Jeferson Targino Sampaio” e usava o CRM desse profissional. Durante a abordagem, ainda segundo os investigadores, um policial chamou por “Dr. Jeferson”, e Diogo respondeu “oi”.

Com ele, os agentes apreenderam um carimbo e receituários de controle especial em nome de Targino, além de documentos já carimbados em nome de outro médico e blocos de receituários.

Diogo foi autuado por exercício ilegal da medicina com fins lucrativos, uso de documento particular falso, falsa identidade, tentativa de estelionato e perigo para a vida ou saúde de outra pessoa, segundo a Polícia Civil.

A delegacia pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva. Até a última atualização desta reportagem, ele permanecia preso à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou ainda que Diogo aparece como autor em outros 4 procedimentos policiais, relacionados a falsidade ideológica, furtos e peculato.

Os investigadores apuram agora se outras pessoas foram atendidas por Diogo enquanto ele se apresentava como médico. A polícia também investiga a informação de que ele seria estudante de medicina e a origem dos recursos usados para custear os estudos.

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Fontes

Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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