O carro com características de uma viatura, usado no sequestro de um suposto traficante de drogas, quarta-feira (12/8), na zona leste paulistana, foi apreendido na manhã desta sexta-feira (14/8) pela Corregedoria Geral da Polícia Civil.
O Chevrolet Trailblazer preto, que aparece em registros de uma câmera de monitoramento (assista abaixo), pertence ao policial civil Rafael Juergen Shult, de 35 anos.
Como revelou a coluna, ele teve a prisão decretada pela Justiça paulista no fim da tarde dessa quinta-feira (13/8). Ele seguia foragido até a publicação desta reportagem.
A coluna apurou que o carro foi adaptado com luzes de alerta internas e sinais sonoros, com o intuito de parecer com um veículo descaracterizado da Polícia Civil — ou seja, com carros usados em operações sigilosas e que não podem ostentar os símbolos da instituição.
Foi na carroceria desse veículo que Rafael e outros suspeitos, dos quais quatro já foram identificados pela investigação, colocam o suposto traficante — após retirarem uma sacola plástica das mãos dele, o espancarem com socos e algemá-lo.
A suspeita é a de que no saco haveria amostras de drogas ou dinheiro. O homem raptado ainda não foi localizado.
Isso também aparece nas imagens captadas pela câmera de monitoramento na zona leste. Além de Rafael, seus comparsas também estavam armados.
Alfredo Henrique Policial ligado a sequestro já era alvo em caso com mala de dinheiro.
Alfredo Henrique Policial do 78º DP é ligado a ação com fuzil e terá prisão pedida.
Alfredo Henrique Policial do 78º DP teria sequestrado traficante ainda desaparecido.
São Paulo Ação misteriosa na zona leste tem tiros de fuzil e suspeito algemado.
Entre eles, como apurou a coluna, também há um segundo policial civil, lotado no 65º DP (Artur Alvim), o qual foi à Corregedoria da instituição, para prestar depoimento como testemunha, na tarde dessa quinta.
Ele trabalha na delegacia responsável pela região na qual houve o rapto.
A apreensão da Trailblaer pode ajudar a Corregedoria a relacionar o veículo em eventuais casos semelhantes ao ocorrido em Artur Alvim.
Procurada pela coluna, a defesa de Rafael afirmou, via mensagem, que não havia tido acesso à decretação da prisão de seu cliente. “Iremos aguardar para entendermos os fundamentos da suposta prisão”.
O espaço segue aberto para futuras manifestações.
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