Ir para o conteúdo

Terça-feira, 22 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 23°C Pancadas

Brasil

Fachin não é massoterapeuta para fazer distensão com o diretor da PF

Edson Fachin continua sem defender publicamente André Mendonça, que enfrenta uma PF que se recusa a investigar o caso do INSS como deveria

3 min de leitura
Fachin não é massoterapeuta para fazer distensão com o diretor da PF

Há coisa de duas semanas, escrevi aqui que o ministro Edson Fachin, presidente do STF, precisava defender publicamente o seu colega André Mendonça, relator dos processos da Farra do INSS e do Banco Master.

Além dos ataques das meretrizes da imprensa, André Mendonça tem de enfrentar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que recorreu à Advocacia-Geral da União, porque o ministro, que está descontente com o andamento das investigações no caso do INSS, requisitou os dados brutos do que já foi apurado.

O silêncio de Edson Fachin, contudo, continua estrepitoso. Ele não defende o que é urgente defender aos quatro ventos e se acumplicia com a destruição do STF levada a cabo por ministros que se comportam como seres onipotentes, acima da lei, diante dos olhos de um país impotente para detê-los.

Em malabarismo corporativista, Edson Fachin fez defesa chinfrim da cláusula constitucional que garante a inviolabilidade das fontes jornalísticas, ao mesmo tempo que apoiou que se afrontasse a Constituição a pretexto de investigar crime.

E como explicar que o ministro Flávio Dino possa julgar inimigos políticos no mesmo Maranhão? Edson Fachin não tem poder para tirar o processo da alçada de Flávio Dino, que deveria ter se declarado impedido, mas deveria usar a presidência do Supremo como tribuna moral, ao menos.

Andreza Matais Fachin chama diretor da PF para tratar de crise com André Mendonça.

Andreza Matais Acusado de vazar dados de Viviane Barci pede a Fachin que Moraes não seja relator.

Manoela Alcântara Fachin leva ao CNJ proposta de Código de Ética para magistrados.

No que se refere a André Mendonça, leio na coluna de Andreza Matais que o ministro vem buscando apoio no STF “diante da resistência da PF em cumprir sua determinação de compartilhar todos os documentos brutos que envolvem a investigação da Farra do INSS”.

Antes disso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, já havia atuado como bombeiro, e não se pode dizer que não tenha atuado dentro dos limites do seu papel institucional.

Edson Fachin, porém, não teria de distensionar nada. Não é massoterapeuta. A sua obrigação seria, isso sim, ser duro com o diretor-geral da PF, que ousou acionar a AGU, em busca de um “remédio jurídico” contra André Mendonça, sob a acusação de que o ministro estaria interferindo indevidamente na corporação.

Se da conversa com o presidente do STF, Andrei Rodrigues sair ainda mais distensionado do que já está, achando que não deve satisfações a André Mendonça, o ministro Edson Fachin ficará ainda mais desmoralizado.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Brasil