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EUA troca chefe de escritório das relações com Brasil e América Latina

Juan Pablo Segura assume área responsável pelo Brasil e demais países latinos em meio à escalada de tensões entre Washington e Brasília

3 min de leitura
EUA troca chefe de escritório das relações com Brasil e América Latina

O governo de Donald Trump mudou oficialmente o comando do escritório do Departamento de Estado responsável pelas relações dos Estados Unidos com o Brasil e os demais países da América Latina.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17/8).

Juan Pablo Segura (foto em destaque) assumiu, em 14 de agosto, o cargo de secretário assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, substituindo o embaixador Michael Kozak, que exercia a função interinamente.

Trump havia indicado Segura para a posição em abril. O nome passou por audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado em junho e foi confirmado pelos senadores neste mês.

A mudança ocorre em um momento de forte deterioração das relações entre Washington e Brasília, marcado por disputas comerciais, atritos diplomáticos e divergências sobre assuntos políticos e institucionais.

Em publicação nas redes sociais, Segura afirmou que pretende colocar em prática a agenda de Trump para o hemisfério.

Lula e Trump em encontro na Casa Branca.

Juan Pablo Segura assumiu, em 14 de agosto, o cargo de secretário assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental.

Marco Rubio e Mauro Vieira em Washington.

Antes de chegar ao Departamento de Estado, Segura ocupou o cargo de secretário de Comércio e Negócios da Comunidade da Virgínia, durante a administração do governador republicano Glenn Youngkin.

Na função, ficou responsável pela área de comércio internacional e por políticas de atração de investimentos para o estado.

Antes da carreira no setor público, Segura atuou como empreendedor.

Segura também recebeu premiações voltadas ao empreendedorismo na região de Washington.

Ele é contador público certificado e formado pela Universidade de Notre Dame.

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Mudança ocorre durante crise com Brasil.

A relação entre as diplomacias segue em crise diante da imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros e da reação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio do mecanismo de reciprocidade comercial.

O Brasil também acionou a Organização Mundial do Comércio para contestar medidas adotadas por Washington.

Recentemente, o governo Trump ainda revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A medida foi apresentada pelo Departamento de Estado como uma ação recíproca diante da demora do Brasil em conceder o chamado agrément — aval diplomático necessário para a nomeação do americano Daniel Perez como embaixador dos EUA em Brasília.

O impasse envolve ainda a decisão do Brasil de negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado que pretendiam viajar ao país.

A indicação de Perez também provocou desconforto em Brasília porque Washington anunciou o nome antes de receber o aval formal brasileiro, procedimento que normalmente antecede a divulgação pública da escolha.

O governo Lula tem sustentado que segue os trâmites diplomáticos previstos para esse tipo de nomeação.

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