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Entenda como funciona o paraquedas que reduziu a velocidade da queda de avião na Grande BH

Sistema integrado à fuselagem foi projetado para reduzir a força do impacto e aumentar as chances de sobrevivência de quem está a bordo.

2 min de leitura
Brasil — imagem padrão

Veja como funciona o avião que caiu em Mateus Leme.

Um avião monomotor de pequeno porte caiu e pegou fogo no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na manhã desta terça-feira (25). A aeronave é equipada com um sistema de paraquedas projetado para reduzir a velocidade em um pouso de emergência.

O equipamento foi acionado pelo piloto, Gustavo Couto de Salles Victor Filho, de 29 anos. Ele era o único ocupante do avião e sobreviveu ao acidente.

Entenda como funciona o sistema de emergência.

O sistema, chamado CAPS (Cirrus Airframe Parachute System), é integrado à fuselagem do Cirrus Design SR22, mesmo modelo da aeronave de prefixo PR-VMI envolvida no acidente.

Por meio de um foguete balístico, o paraquedas é lançado para fora da aeronave e aberto.

Quando aberto totalmente, o avião continua descendo, mas com uma velocidade menor. A ideia é reduzir a força do impacto e aumentar as chances de sobrevivência de quem está a bordo.

Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o equipamento só pode ser usado em emergências, como perda de motor sem possibilidade de pouso imediato, incapacitação do piloto e outras situações em que não será possível pousar a aeronave com segurança.

Segundo informações iniciais, o piloto não corre risco de vida. Ele inalou fumaça, recebe oxigênio e permanece em observação no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

A Força Aérea Brasileira (FAB) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investigam o acidente.

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