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Em processo sobre megaoperação, MPRJ pede condenação de 15 e absolvição de cadeirante denunciado como

Pedido de condenação foi feito nas alegações finais do Ministério Público em processo ligado à megaoperação. Promotora pediu absolvição de paraplégico há 14 ano

5 min de leitura
Em processo sobre megaoperação, MPRJ pede condenação de 15 e absolvição de cadeirante denunciado como

Em um processo contra parte dos acusados e presos na Megaoperação Contenção, que completou 1 ano na quarta-feira, o Ministério Público pediu a condenação de 15 pessoas ligadas ao Comando Vermelho na Penha e no Alemão.

  • André Felipe Mendes da Silva, o "Ceguinho" soldado do tráfico.
  • Carlos Alexandre Siqueira Pinto, o "Alex Macarrão", soldado do tráfico.
  • Daniel Afonso de Andrade, o "Danado", soldado do tráfico.
  • Davi da Silva Candido, soldado do tráfico.
  • Fabrício Dias Correia, o "Pelezinho", soldado do tráfico de drogas na Penha.
  • Fagner Campos Marinho, o "Bafo", soldado do tráfico e integrante da segurança de Doca.
  • Henrique Wesley Braga Neves, o "Rick", soldado do tráfico responsável por patrulhamento.
  • João Vitor Machado, o "Dilma", responsável pela segurança da casa de Doca.
  • Nikolas Fernandes Soares, o "Hurley", soldado do tráfico responsável por patrulhamento.
  • Pedro Paulo Guedes, o "Pedro Bala", chefe executivo do tráfico na Penha.
  • Rosimaria Victor de Souza, por prestar auxílio e suporte logístico para o tráfico na Penha.
  • Thiago Barbosa Conrado, o "TH do Rasta.
  • Vagner Rodrigues de Freitas, o "Malvadão", com anotações por homicídio e roubo.
  • Vinicius de Almeida Silva, soldado do tráfico na contenção armada e vigilância.
  • Walmir Oliveira Santos, soldado do tráfico e contenção armada na Penha.
  • Um ano depois, 33 alvos estão foragidos e chefes vivem na região.
  • Relatório de câmeras de PMs indica tortura, ameaças e agressões.
  • MPRJ já denunciou 28 PMs da ofensiva por diferentes crimes.
  • Como a Penha tenta reconstruir a rotina após a megaoperação.
  • Os efeitos da Megaoperação no RJ em crianças e jovens da Penha.

MP pede condenação de réus na megaoperação; vídeo mostra tortura.

O MP pediu ainda a absolvição de um réu cadeirante e paraplégico que foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público como soldado armado do tráfico de drogas.

Os 51 réus na Justiça após a denúncia do Ministério Público foram divididos em três processos diferentes: um com 16 pessoas, outro com 33 denunciados que estão foragidos ou não foram citados pela Justiça e um terceiro, com apenas dois réus.

Um outro réu morreu e teve a punibilidade extinta.

No dia 5 de outubro, a promotora Juliana Pompeu, da 42ª Vara Criminal, pediu a condenação de 15 réus, por diferentes crimes.

O que aconteceu um ano após megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha com 122 mortos.

Todos respondem por associação ao tráfico majorada, por crimes cometidos próximos a estabelecimentos de ensino, com emprego de arma de fogo e visando atingir crianças ou adolescentes.

Um dos réus também responde pelo crime de tortura.

📌Um ano da megaoperação: esta reportagem faz parte de uma série do g1 sobre os desdobramentos da ação realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, com 122 mortos.

Nas alegações finais, a promotora também pediu a absolvição de Herbert da Silva de Souza, de 31 anos, que possui o vulgo "Negão.

Nas investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, ele foi indiciado como soldado armado do Comando Vermelho na Penha, com o emprego usual de fuzil citado no relatório final do caso.

No entanto, ele é paraplégico e cadeirante desde 2012, como mostram documentos anexados ao processo. Na época, Herbert tinha 17 anos e levou um tiro nas costas quando participava de uma tentativa de assalto em março daquele ano na Vila da Penha, na Zona Oeste.

Nas audiências do processo na Justiça, o advogado de Herbert, Michel Brito, apresentou documentos que comprovam que ele é cadeirante há 14 anos.

Não há investigações em andamento contra Herbert. Ele foi indiciado em 2019 por resistência qualificada e associação para o tráfico, mas foi absolvido na Justiça em 2022 por ausência de provas suficientes para a condenação em um processo na 21ª Vara Criminal.

Questionados durante uma audiência na Justiça, o delegado titular da DRE, Moyses Santana, e outros policiais envolvidos na investigação diziam não se recordar de Herbert especificamente.

Um deles chegou a afirmar que, se soubesse que Herbert era paraplégico, "não faz sentido ele ser soldado do tráfico.

A função atribuída a ele no organograma do tráfico, a saber, soldado armado, não se revela em consonância com a sua condição física dele, visto que apresenta “Paraplegia traumática completa (AIS-A)” há mais de dez anos", diz um trecho do documento.

Assim, há dúvida fundada acerca de sua capacidade de praticar a conduta a ele imputada, dúvida esta que milita a seu favor, de forma que, com relação a ele, a absolvição é medida que se impõe", afirma a promotora.

Entre os réus que tiveram a prisão pedida, está o traficante Pedro Paulo Guedes, conhecido como Pedro Bala.

Ele é apontado pelas investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) como um dos principais nomes do Comando Vermelho na Penha, responsável pelo comando das bocas de fumo, a administração financeira da quadrilha, a divisão de tarefas e a distribuição de armas.

Segundo as investigações, ele e Edgar Alves de Andrade, o Doca, dão ordens na região da Penha. Pedro Bala é o único dos chefes da facção que tem advogado constituído no processo contra os alvos ligados à cúpula do Comando Vermelho.

Ele tem 9 mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Em números

  • O que aconteceu um ano após megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha com 122 mortos
  • Mentos da ação realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, com 122 mortos

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