Cachorrinha aprende a 'pedir' bombinha de inalação após mudar da BA ao PR e desenvolver.
Uma cachorrinha poodle desenvolveu bronquite asmática após se mudar da Bahia para o Paraná e aprendeu a "pedir" para usar a bombinha de asma devido ao alívio que a medicação provoca no ato da respiração.
A tutora da "Luna" filmou alguns momentos da rotina e publicou nas redes sociais, onde as cenas chamaram a atenção e viralizaram justamente pela calma do animal durante o tratamento — que também inclui nebulizador, quando necessário.
🔍A bronquite asmática, também chamada de asma brônquica ou apenas asma, é uma inflamação crônica dos brônquios, os canais que conduzem o ar para dentro e para fora dos pulmões.
Ela gera crises repetidas de falta de ar e pode ser amenizada com o uso de broncodilatadores.
A cachorrinha Luna foi adotada pela família da Flávia Scanavachi em 2019, quando a mulher e o marido moravam no estado da Bahia. Eles contam que, desde filhote, a poodle impressionava o casal pela inteligência e pelo comportamento tranquilo, aprendendo comandos com facilidade e demonstrando uma personalidade muito calma.
Em 2023 a família se mudou para Irati, cidade da região central do Paraná, devido à aprovação de Flávia em um concurso. Cerca de três meses depois, a cachorrinha começou a apresentar os primeiros sinais de que algo não estava bem.
A pet passou a ter sintomas de apatia, perda de interesse por brincadeiras, cansaço constante e respiração ofegante, mesmo sem ter feito muito esforço. Também iniciaram crises de tosse e engasgo durante a alimentação.
Como os tutores inicialmente pensaram que Luna estivesse triste ou deprimida por causa da mudança de cidade e da adaptação ao novo ambiente, adotaram outra cachorrinha para fazer companhia a ela.
No entanto, os sintomas pioraram e eles decidiram levá-la ao veterinário.
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Flávia conta que a avaliação médica veterinária mostrou que Luna sofria de bronquite asmática, possivelmente agravada pela mudança do clima quente do Nordeste para o frio do Sul do Brasil.
O profissional indicou tratamento com bombinha de uso contínuo e inalação durante as crises, e a tranquilidade de Luna durante o tratamento surpreendeu a família.
Segundo a tutora, a cachorrinha demonstra que precisa da medicação quando sente falta de ar.
Ao perceber os sintomas, Flávia pega a bombinha e faz a aplicação. Já a nebulização é feita apenas durante as crises mais intensas; ela dura cerca de 15 minutos e utiliza apenas soro fisiológico.
Cães podem necessitar de tratamento respiratório prolongado.
A médica veterinária Andréia Hreciuk explica como o uso da bombinha é uma boa alternativa para cães que necessitam de tratamento prolongado.
Com a bombinha a gente vai fazer com que esse medicamento aja diretamente nas vias respiratórias, reduzindo a absorção pelo organismo e, consequentemente, provocando menor risco de efeitos colaterais.
A nebulização pode ser indicada em alguns casos, quando eu preciso fluidificar a secreção para facilitar a eliminação.
No caso da Luna, o tratamento deve ser vitalício. A bombinha faz parte da rotina diária e ajuda a controlar os sintomas, que costumam piorar em dias frios, chuvosos ou com o ar muito seco.
A médica veterinária também detalha que a bronquite não tem uma única causa definida, podendo ser classificada como multifatorial.
Pode estar relacionada ao envelhecimento do animal, à predisposição de cada indivíduo, à raça e à exposição à fumaça de cigarro, poeira, mofo, perfume ou produtos de limpeza, por exemplo, que são agentes 'irritantes ambientais' e acabam predispondo o animal a ter a bronquite.
Segundo a especialista, a mudança de clima — e especificamente a exposição ao frio ou ar seco - não costuma causar a doença, mas pode desencadear ou agravar as crises em animais que já tinham inflamação nas vias respiratórias.
O principal sinal de alerta para procurar um médico veterinário é a tosse crônica. Tosse que se estende por mais de duas semanas, uma tosse seca que pode piorar durante o exercício, durante momentos de agitação e também à noite.
Em casos mais graves, animais podem ter cansaço, intolerância a exercício, dificuldade respiratória. Alguns dos casos ainda evoluem com secreção nasal, por isso é importante sempre ficar de olho nos sintomas.
*Vitória Smarci é estagiária do g1 Paraná. Material publicado sob supervisão de Millena Sartori.
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