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Cleitinho de volta à disputa, Aro no Senado e novas alianças: as reviravoltas na corrida pelo governo de MG

Movimentações envolvendo candidatos e partidos alteraram o cenário da eleição em Minas nesta semana.

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Cleitinho de volta à disputa, Aro no Senado e novas alianças: as reviravoltas na corrida pelo governo de MG

A disputa pelo governo de Minas Gerais passou por uma série de reviravoltas nesta semana. Em poucos dias, o cenário mudou com a saída e, depois, o retorno do líder das pesquisas de intenção de voto, Cleitinho (Republicanos), a desistência de Marcelo Aro (PP) de uma candidatura ao Palácio Tiradentes e o lançamento de Flávio Roscoe pelo PL.

Novas alianças também foram costuradas. O PSD coligou com a Federação União Progressista e definiu Danilo de Castro (União Brasil) como vice de Mateus Simões (PSD), apesar do acordo prévio de que o Novo indicaria o nome. Jarbas Soares Júnior (PSB) foi anunciado como vice de Patrus Ananias (PT).

Os partidos devem registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. Até lá, o quadro ainda pode mudar.

Cleitinho anunciou na noite desta sexta-feira (7) que será, sim, candidato ao governo de Minas Gerais, depois de meses de indefinição.

Na segunda-feira (3), o Republicanos anunciou que o senador não disputaria o cargo. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, disse que Cleitinho tomou a decisão "espontaneamente diante do momento difícil que está vivenciando". O senador perdeu o irmão, Matheus Augusto Azevedo, em 18 de julho.

No dia seguinte, na convenção nacional do Republicanos, Cleitinho voltou a pedir para ser candidato. Marcos Pereira respondeu que deu várias oportunidades para ele e negou o pedido.

No entanto, nesta sexta, a situação voltou a mudar com a confirmação da candidatura, durante coletiva na Praça do Santuário, em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado. No evento, em ligação de vídeo com Pereira, Cleitinho agradeceu pela candidatura.

"Presidente, quero agradecer por ter confiado em mim. Estou passando um momento difícil, mas o soldado vai ferido para a guerra, pois eu sei que terei milhões de soldados me defendendo em Minas Gerais", disse Cleitinho.

Por nota, o Republicanos afirmou que o presidente nacional do partido decidiu autorizar a candidatura, após o senador reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à legenda e se comprometer a levar sua candidatura até o fim.

O ex-deputado federal Marcelo Aro (PP) começou a semana cotado para disputar o governo de Minas, após a saída de Cleitinho, e terminou como candidato ao Senado.

O plano inicial era que ele fosse candidato ao Senado na chapa de Mateus Simões (PSD), atual governador e candidato à reeleição. No entanto, Aro demonstrou insatisfação em dividir chapa com o também candidato ao Senado Carlos Viana (PSD).

No fim de julho, o ex-deputado rompeu com Simões e passou a trabalhar em uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes – os dois trocaram acusações públicas de traição.

Havia expectativa de que Aro recebesse apoio do PL e do Republicanos na disputa. Contudo, as conversas não avançaram.

Na quarta-feira (5), o PL decidiu lançar Flávio Roscoe ao governo. No mesmo dia, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, partido de Aro, anunciou coligação com o PSD e apoio a Mateus Simões. A aliança inclui também o Novo, a federação entre PRD e Solidariedade e o Avante.

No entanto, para a disputa ao Senado, não haverá coligação, o que significa que Aro disputará o cargo de forma "isolada". Carlos Viana e Marco Antônio Costa, conhecido como Superman (Novo), também devem ter candidaturas avulsas à Casa Alta.

Um acordo costurado há meses previa que o Novo indicaria o candidato a vice-governador de Mateus Simões (PSD).

O ex-governador Romeu Zema (Novo) disse em junho que esse entendimento estava "sacramentado" e "iria prevalecer". No último dia 2, Mateus Simões reafirmou que Zema faria a indicação.

Em convenção, o Novo chegou a aprovar os nomes da vereadora de Belo Horizonte Fernanda Pereira Altoé e do ex-deputado federal Tiago Mitraud como alternativas para o cargo de vice.

No entanto, na noite da última quarta-feira (5), o PSD oficializou um acordo com a Federação União Progressista e anunciou Danilo de Castro (União Brasil) como vice na chapa de Simões.

Durante a semana, diversos outros partidos também anunciaram seus candidatos a vice-governador.

Na quarta-feira (5), o PDT confirmou o ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB) como candidato a vice-governador na chapa de Alexandre Kalil (PDT).

No mesmo dia, a vereadora de Montes Claros Maria Helena Lopes (MDB) foi anunciada como candidata a vice de Gabriel Azevedo (MDB).

Na madrugada de quinta-feira (6), o PSB anunciou que indicou o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior (PSB) para vice de Patrus Ananias (PT).

Na sexta-feira (7), foi a vez do PL confirmar o ex-deputado federal Charlles Evangelista (PL) como vice em uma chapa "puro-sangue" com Flávio Roscoe.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Minas, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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