A família de Ana Clara Soares de Oliveira, de 19 anos, morta com um tiro no rosto em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, pede Justiça e a prisão do namorado da jovem, Matheus Isac Cardoso Silva, de 22 anos, principal suspeito do feminicídio.
Ele acabou com a vida de uma menina de 19 anos, ele tem que ser preso.
Matheus é considerado foragido e está sendo procurado pela Polícia Civil. A Justiça decretou sua prisão após o crime. Segundo a investigação, ele é suspeito de ter atirado na jovem e fugido em seguida.
O corpo de Ana Clara foi sepultado na manhã desta terça-feira (13), no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra.
Após a cerimônia de despedida, o padrasto da jovem, Erasmo Carlos Dias, conversou com a TV Globo e relatou que Ana Clara vivia um relacionamento marcado por conflitos e episódios de violência com o namorado.
Erasmo Carlos Dias era padrasto de Ana Clara Soares de Oliveira. Ela foi assassinada por Matheus Isac Cardoso Silva, de 22 anos, que fugiu do local após atirar na cabeça da jovem.
Justiça decreta prisão de suspeito de matar namorada de 19 anos em SP; família relata ameaças anteriores.
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária por 30 dias de Matheus Isac Cardoso Silva.
A decisão foi tomada pelo juiz Djalma Moreira Junior, de Itapecerica da Serra, após um pedido da Polícia Civil. O suspeito, de 22 anos, é procurado pela polícia.
Segundo a investigação, o rapaz tem antecedentes policiais. Quando era adolescente, foi acusado de um ato infracional análogo a latrocínio (roubo seguido de morte).
Já na maioridade, teve uma passagem por roubo.
Segundo a família da vítima, o suspeito já havia ameaçado matar a jovem durante o relacionamento.
Apesar do histórico do suspeito e dos relatos de ameaças, a delegada responsável pela investigação afirmou que Ana Clara nunca havia registrado uma queixa contra o namorado.
Ele falava: vou acabar com a vida dela.
Em entrevista, Erasmo, padrasto de Ana Clara, contou que a jovem vivia um relacionamento conturbado, marcado por brigas, separações e reconciliações. Segundo ele, a família tentou convencê-la diversas vezes a se afastar do namorado.
O padrasto afirmou que o suspeito chegou a ameaçar matar Ana Clara, mas que os familiares não acreditavam que ele cumpriria as ameaças.
Segundo Erasmo, até mesmo a mãe do suspeito alertava a família sobre o comportamento do filho e aconselhava Ana Clara a se afastar dele.
O padrasto contou ainda que Ana Clara chegou a se afastar do namorado e passou cerca de dois meses morando na casa de amigas. Depois, porém, reatou o relacionamento.
Ana Clara não tinha filhos e deixou dois irmãos, Felipe e Ana Júlia.
Ana Clara foi baleada na cabeça dentro de uma residência na Rua Itu, no Jardim Três Marias, em Taboão da Serra, na madrugada de segunda-feira (12).
Segundo informações iniciais da Polícia Militar, a corporação foi acionada por volta de 0h51. A pessoa que ligou para o 190 relatou que um familiar da vítima havia saído da residência e, ao retornar, encontrou a jovem baleada.
O namorado de Ana Clara, que também estava no imóvel, não foi encontrado quando os policiais chegaram. Ele passou a ser procurado como principal suspeito do crime.
O serviço de resgate foi acionado, mas a jovem não resistiu ao ferimento.
A Polícia Civil solicitou a prisão temporária do suspeito ainda na manhã desta terça-feira (13). O pedido foi aceito pela Justiça.
Os investigadores avaliam que, em razão do momento em que o crime ocorreu, ainda pode haver possibilidade de prisão em flagrante. A prisão temporária foi solicitada para garantir a detenção do investigado caso o prazo legal para o flagrante seja ultrapassado.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Taboão da Serra.
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