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Chapa puro-sangue de Flávio repete fórmula que só venceu uma vez

Itamar se filiou ao PRN para compor a chapa de Collor, mas voltou ao PMDB e assumiu a Presidência em 1992

2 min de leitura
Chapa puro-sangue de Flávio repete fórmula que só venceu uma vez

A chapa puro-sangue formada por Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL) em 2026 repete uma fórmula que só venceu uma eleição presidencial desde a redemocratização: a de Fernando Collor e Itamar Franco, eleitos em 1989 com os dois candidatos formalmente filiados ao PRN.

Naquele pleito, Itamar tinha trajetória política no PMDB e se filiou ao PRN para ocupar a vice na chapa de Collor. A composição foi uma solução para aquela eleição, mas não se manteve durante o governo.

Itamar rompeu com Collor, deixou o PRN e retornou ao PMDB. Após o impeachment do presidente, em 1992, assumiu a Presidência pelo partido ao qual havia voltado.

Senador e presidenciável, Flávio Bolsonaro.

Alfredo Gaspar (PL-AL), vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em 2026, o PL tentou atrair outras legendas para a composição. Entre os nomes considerados para a vice estavam a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos.

A possibilidade de uma composição com esses partidos, porém, não avançou. O Republicanos e a federação formada por Progressistas (PP) e União Brasil aprovaram neutralidade no primeiro turno e decidiram não integrar formalmente nenhuma chapa presidencial.

O PSD, por sua vez, lançou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como candidato à Presidência e o presidente da sigla, Gilberto Kassab, como vice, mantendo chapa própria na disputa.

Diante desse cenário, o PL definiu Alfredo Gaspar como vice de Flávio. A escolha mantém a chapa dentro da própria legenda.

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