Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o parque tem cerca de 129 mil hectares, área equivalente a quase 80 mil campos de futebol, e mais de mil sítios arqueológicos catalogados.
No local, ciência, natureza e cultura conduzem os visitantes a um capítulo da história marcado por pinturas rupestres, formações geológicas e sítios arqueológicos.
As pinturas preservadas no parque têm idades que variam de cerca de 12 mil a 3,5 mil anos, revelando registros da presença humana ao longo do tempo.
Em sua primeira visita à Serra da Capivara, o dentista Rodrigo Camazan se encantou com os vestígios do passado.
Muito da preservação da Serra da Capivara se deve à arqueóloga Niède Guidon, que, por mais de cinco décadas, pesquisou e protegeu esse patrimônio. Ela morreu em junho de 2025, mas deixou um legado que continua sendo preservado por pessoas como Gisele Felice, amiga e parceira de trabalho da pesquisadora.
O Parque Nacional Serra da Capivara abrange vários municípios, entre eles São Raimundo Nonato e Coronel José Dias. A região também oferece atrações aos visitantes, como o Museu do Homem Americano, que preserva peças encontradas em pesquisas arqueológicas, fósseis, esqueletos e réplicas de povos antigos que viveram na região.
Recursos audiovisuais e projeções ampliam a experiência dos turistas.
Já em Coronel José Dias fica o Museu da Natureza, que conta com elementos interativos capazes de simular até um voo panorâmico sobre as formações rochosas do parque.
A aposentada Luciana Moreira descreve a experiência no museu.
Além da riqueza histórica, os turistas que visitam a região podem desfrutar de um espetáculo cultural que reúne música, dança, teatro, circo e artes visuais em meio às paisagens da Caatinga.
Em sua sétima edição, a Ópera da Serra da Capivara apresentou neste ano o espetáculo Cleópatra Rainha Caatingueira, que uniu referências do Egito Antigo à paisagem sertaneja.
Luzes e projeções gráficas transformam a noite e criam uma atmosfera que envolve o público em um grande palco a céu aberto.
Ela lembra que as pesquisas de Niède Guidon também apontam a África como origem dos primeiros habitantes das Américas e explica que essa relação inspirou a escolha do tema do espetáculo.
Durante quatro noites, cerca de 50 artistas de vários estados brasileiros, entre músicos, cantores e bailarinos, encantaram o público na Serra da Capivara.
Entre os espectadores estava a cirurgiã-dentista Rose Braga, que nunca havia assistido a uma ópera.
Para o empresário Bernando Boljean, a combinação de músicas compostas especialmente para a ópera, cenário natural, história e efeitos visuais tornou a experiência ainda mais especial.
Em números
- As pinturas preservadas no parque têm idades que variam de cerca de 12 mil a 3,5 mil anos, revelando registros da presença h
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…