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Caiado defende PEC emergencial contra 'colapso' das contas públicas e diz que medida está em estudo

Candidato à Presidência pelo PSD afirmou que equipe avalia medidas para reduzir gastos da União e derrubar juros. A proposta prevê mudança na regra de crescimen.

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Caiado defende PEC emergencial contra 'colapso' das contas públicas e diz que medida está em estudo

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (27) que pretende apresentar uma PEC de emergência fiscal para enfrentar o que chamou de “colapso” das contas públicas e reduzir a taxa de juros.

    Ronaldo Caiado, do PSD, começou o dia em São Paulo.

    A proposta ainda está em estudo pela equipe do candidato, que não detalhou quais gastos da União seriam cortados.

    Caiado disse que a medida será necessária porque, na avaliação dele, o nível atual de gastos públicos não é compatível com a taxa de juros.

    Em outra ocasião, Caiado afirmou que pretende limitar o crescimento das despesas do governo federal à inflação mais 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

    A medida seria encaminhada ao Congresso no primeiro dia de um eventual governo.

    O candidato, porém, ainda não especificou quais despesas seriam atingidas pelo ajuste. Nesta quinta, ao ser questionado sobre medidas imediatas para enfrentar a situação econômica, Caiado afirmou que sua equipe estava revisando os dados.

    A segurança pública também foi tema na fala de Caiado à imprensa no Rio. Ele defendeu o uso de estruturas federais já existentes, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e os órgãos de inteligência, para combater financeiramente facções criminosas e milícias.

    O candidato afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública, ampliar o número de presídios federais e classificar faccionados e milicianos como terroristas domésticos.

    Caiado também defendeu o uso de inteligência artificial no combate ao crime, citando uma experiência de seu governo em Goiás.

    Segundo ele, a classificação de facções e milícias como terrorismo permitiria uma atuação das Forças Armadas nas fronteiras e divisas para impedir a entrada de drogas e armas que abastecem o crime organizado.

    O candidato também voltou a defender sua posição contrária ao uso de câmeras corporais por forças de segurança federais.

    Ele disse, porém, que os estados terão autonomia para decidir sobre o uso dos equipamentos.

    Mais cedo, durante a agenda em São Paulo, Caiado visitou o Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste da capital, uma das maiores instituições filantrópicas da cidade no atendimento pelo SUS.

    Após conhecer as instalações e se reunir com diretores do hospital, o candidato afirmou que, se eleito, pretende reajustar os valores pagos pelo SUS aos hospitais filantrópicos de todo o país e aumentar a participação da União no financiamento da saúde pública.

    Caiado também apresentou uma proposta para o mercado de trabalho. Ele defende a criação de um modelo de remuneração por hora trabalhada como alternativa às regras atuais da CLT.

    Segundo o candidato, os dois modelos poderiam coexistir, permitindo que trabalhadores escolham entre o regime atual e a remuneração por horas.

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