19 anos após o desaparecimento de William Batista Luz, o Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta segunda-feira (24), Antônio Wilson Ribeiro a 13 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
William desapareceu em 2007 depois de ser confundido com o autor de um crime cometido anteriormente na clínica odontológica onde fazia tratamento.
O caso aconteceu em 9 de maio de 2007. Segundo a investigação, William foi à clínica para continuar o tratamento quando acabou sendo identificado, por engano, como o responsável por um crime ocorrido anteriormente no local.
Na ocasião, uma funcionária da clínica havia sido feita refém durante a ação criminosa.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, William foi algemado e retirado do estabelecimento por um grupo de homens. Depois disso, ele nunca mais foi visto.
Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou provas que, segundo a acusação, ajudaram a reconstruir o que aconteceu com William e apontaram a participação de Antônio Wilson Ribeiro.
Foram considerados depoimentos de testemunhas, informações sobre a relação entre os envolvidos, elementos que colocavam o réu no contexto do crime e dados sobre o veículo usado para retirar William da clínica.
Mesmo sem encontrar o corpo, os jurados concluíram que houve homicídio. Para a acusação, o desaparecimento da vítima e as circunstâncias em que ela foi vista pela última vez, somados às demais provas reunidas durante a investigação, sustentaram a existência do crime.
A Justiça também reconheceu a morte de William como presumida. Posteriormente, foi emitida a certidão de óbito.
Ao final da sessão, o Conselho de Sentença considerou Antônio Wilson Ribeiro culpado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A pena foi fixada em 13 anos de prisão.
Fontes
Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.