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Antigo Hospital Maria Amélia Lins vai virar instituto de cirurgias oftalmológicas do SUS em BH

A previsão é que os atendimentos comecem em dezembro.

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Antigo Hospital Maria Amélia Lins vai virar instituto de cirurgias oftalmológicas do SUS em BH

O prédio onde funcionava o Hospital Maria Amélia Lins, em Belo Horizonte, vai abrigar um instituto de oftalmologia 100% voltado para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

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A previsão é que os atendimentos comecem em dezembro.

O acordo para uso do prédio foi formalizado nesta terça-feira (1º), durante uma reunião entre representantes da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Santa Casa BH e das secretarias de Saúde de Minas Gerais e de Belo Horizonte.

Parte dos procedimentos oftalmológicos atualmente realizados pela Santa Casa na Avenida Alfredo Balena será transferida para o novo instituto. Segundo o provedor da instituição, Roberto Otto, a mudança também permitirá ampliar a capacidade de atendimento.

A gente tem um espaço onde funciona o pronto-socorro hoje. Ele vai aumentar a capacidade para outros procedimentos de oftalmologia", afirmou.

A partir de abril de 2027, a unidade também deve passar a oferecer diálise peritoneal, tratamento utilizado para substituir parte das funções dos rins e filtrar o sangue dentro do próprio corpo.

Os atendimentos no Hospital Maria Amélia Lins começaram a ser reduzidos em dezembro de 2024, após problemas no bloco cirúrgico. O fechamento provocou a transferência de servidores e serviços para outras unidades da rede estadual e foi parar na Justiça.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) chegou a obter uma decisão que determinava a reabertura do bloco cirúrgico e de 41 leitos. O órgão argumentou que a redução dos serviços havia contribuído para a sobrecarga do Hospital João XXIII, que absorveu parte dos atendimentos, principalmente na área de ortopedia.

Posteriormente, a Justiça suspendeu a ordem de reabertura e manteve o Hospital Maria Amélia Lins fechado até o julgamento final do caso. O governo estadual argumentou que a transferência dos serviços havia sido planejada para reorganizar a rede e melhorar a assistência.

Nesta terça, o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que a transferência das cirurgias ortopédicas para o João XXIII não provocou sobrecarga na unidade.

Segundo ele, a concentração dos pacientes em um hospital que já dispõe de tomógrafo, bloco cirúrgico e equipes especializadas reduziu o tempo médio de internação e aumentou a rotatividade dos leitos.

O governo considera que a transformação do antigo Maria Amélia Lins em um instituto de oftalmologia é a melhor destinação para o imóvel.

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