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Ambientalistas suspeitam de incêndio criminoso na Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu; fogo destruiu mais de 3

Mais de 3 mil árvores foram destruídas pelo fogo em região cuidada por ativistas e ambientalistas na Baixada Fluminense.

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Ambientalistas suspeitam de incêndio criminoso na Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu; fogo destruiu mais de 3

Ambientalistas e voluntários que atuam no reflorestamento da Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, suspeitam que o incêndio de grandes proporções que destruiu mais de 3 mil árvores no local pode ter sido provocado de forma proposital. Segundo eles, os incêndios aconteceram em série, em diferentes horários e locais, ao longo dos últimos dias. O fogo espalhou fumaça e fuligem por toda a região.

A Secretaria de Meio Ambiente de Nova Iguaçu aguarda o resultado de uma perícia para acionar a polícia ambiental.

Os focos de incêndio, o maior na região desde 2019, ocorreram justamente na área onde um importante projeto de reflorestamento vinha acontecendo há anos. Os responsáveis acreditam que o incêndio foi criminoso.

"Foi numa sequência muito rápida. De 20, 30 minutos. De um foco para o outro. E não tem como ultrapassar daqui para o lado, daqui para lá. Então, é visível que foi um incêndio criminoso", disse Alexandre Bensabat, gestor de frotas.

O professor de biologia da Rede Estadual e um dos coordenadores do Instituto Educação Ambiental e Ecoturismo, Alex Vieira, comentou que a principal preocupação é com a pecuária e com eventos religiosos que usam fogo.

"Geralmente isso aqui acontece por gado. Liberam gado para vir se alimentar aqui e quem cria gado tem um hábito de botar fogo para criar uma vegetação. E cultos religiosos, que queimam os seus pedidos. E o vento pode pegar uma fagulha - que chamamos de satélite - , pega no mato seco e espalha. E um trabalho de anos e anos e anos, se perde numa fração de segundos", afirmou Alex Vieira.

O atual Secretário de Meio Ambiente do Estado, que já foi procurador-geral do município, se preocupa com a destruição na serra do Vulcão e apontou possíveis problemas em um futuro próximo.

"É muito grave. É uma área muito importante para reflorestamento. Tudo isso que você está vendo aqui vai parar dentro da casa das pessoas lá embaixo, quando chegar a chuva de verão, sem contar com a fuligem que já está indo, sem contar com a fumaça que as pessoas estão respirando", disse Rodrigo Mascarenhas.

Alexandre Bensabat Filho, conhecido como Xandinho, já plantou mais de 6 mil árvores em todo o Estado. O voluntário lamentou a tragédia que destruiu parte do local.

"É muito triste, porque a gente sabe que isso aqui é o nosso trabalho de anos e anos, que a gente vem trabalhando para conquistar isso aqui. E a gente chega aqui e vê o que a gente perdeu", disse Xandinho.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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