O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5) que a alta dos preços da gasolina no país já não é explicada principalmente pelas restrições no Estreito de Ormuz.
Segundo ele, o movimento agora está mais ligado a problemas em refinarias nos Estados Unidos e na Rússia. A declaração foi publicada na rede Truth Social.
Trump disse que “números recordes de barris” estão voltando a circular pelo Estreito de Ormuz “quase diariamente”. Na avaliação do presidente, esse fluxo reduziu a pressão provocada pela guerra no Oriente Médio sobre a oferta de petróleo.
Segundo Trump, o fator que agora impulsiona a gasolina é a situação das refinarias. Ele citou os ataques da Ucrânia contra instalações russas e também criticou o fechamento de unidades em Estados governados por democratas, como a Califórnia, atribuindo esse movimento a políticas locais.
A manifestação ocorre após Kiev intensificar ataques contra a infraestrutura energética russa. No domingo, o Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que as ações recentes teriam neutralizado boa parte da capacidade de refino do país.
Com isso, a avaliação apresentada por Trump desloca o foco das restrições no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz para a capacidade de processamento do combustível.
A declaração associa o comportamento recente da gasolina a fatores ligados ao refino, tanto no mercado americano quanto na estrutura energética russa.
Ao comentar a alta da gasolina nos Estados Unidos, Trump afirmou que o principal vetor de pressão deixou de ser o Estreito de Ormuz e passou a ser o funcionamento das refinarias nos EUA e na Rússia.
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