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Agronegócio

Semana do boi gordo mostra que arroba ainda tem espaço para novas altas

Frigoríficos de pequeno e médio porte seguem com dificuldades para avançar na compra de boiadas

2 min de leitura
Semana do boi gordo mostra que arroba ainda tem espaço para novas altas

O mercado brasileiro de boi gordo registrou negociações acima da referência média ao longo da semana, em um ambiente marcado pelo encurtamento das escalas de abate nas principais regiões do país.

  • São Paulo (Capital): R$ 355, estável frente aos preços praticados no final da semana passada.
  • Goiás (Goiânia): R$ 345, aumento de 1,47% frente aos R$ 340 registrados no final da última semana.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340, avanço de 1,49% ante os R$ 335 praticados no final da semana passada.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, aumento de 1,45% frente aos R$ 345 registrados no encerramento da última semana.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, estável ante a última semana.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 340, alta de 1,49% em relação aos R$ 335 registrados no final da semana passada.
  • Quarto do traseiro bovino: R$ 27,50 por quilo, estável frente ao valor praticado no final da semana passada.
  • Corte do quarto do dianteiro do boi: R$ 20,50 por quilo, avanço de 5,13% ante os R$ 19,50 praticados no fechamento da última semana.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a tendência de curto prazo ainda aponta para novos reajustes, especialmente nas operações envolvendo frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para avançar na compra de boiadas.

O analista informa que as indústrias de maior porte permanecem em uma posição relativamente mais confortável, beneficiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios para atender às necessidades mais imediatas.

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 24 de setembro.

O mercado atacadista de carne bovina registrou preços de estáveis a mais altos durante a semana, mesmo em um ambiente oferecendo pouco espaço para novos reajustes no curto prazo.

Segundo Iglesias, a maior competitividade das proteínas concorrentes, especialmente da carne de frango, continua limitando o potencial de valorização dos cortes bovinos.

Em relação a setembro de 2025, houve baixa de 21,6% no valor médio diário da exportação, queda de 29,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,9% no preço médio.

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