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Agronegócio

Mercado brasileiro de soja deve manter ritmo lento? Confira as projeções para o dia, segundo consultoria

Prêmios de exportação seguem insuficientes para compensar as pressões de Chicago e do dólar, enquanto produtores evitam negociar diante dos atuais níveis de pre

2 min de leitura
Mercado brasileiro de soja deve manter ritmo lento? Confira as projeções para o dia, segundo consultoria

O mercado brasileiro de soja deve seguir com negociações limitadas nesta terça-feira (20), mantendo o ritmo lento observado no início da semana. Os prêmios de exportação continuam insuficientes para compensar as pressões negativas sobre a formação dos preços, mesmo diante da recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), após seis pregões consecutivos de queda.

Os participantes também seguem atentos ao cenário eleitoral brasileiro.

Na segunda-feira (19), o mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços predominantemente mais baixos, pressionado pelos recuos em Chicago e no dólar. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios não foram suficientes para compensar as quedas, resultando em redução das ofertas dos compradores no mercado físico.

A comercialização permaneceu praticamente travada, com apenas negócios pontuais envolvendo entrega imediata e pagamento em janeiro. Fora essas operações, o mercado seguiu sem ofertas relevantes, enquanto os produtores permaneceram afastados das negociações diante dos atuais níveis de preços.

O mercado ensaia uma recuperação técnica após seis pregões consecutivos de baixa. O movimento ocorre em meio à valorização superior a 6% dos preços do petróleo em Nova York, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, que seguem influenciando as negociações da commodity.

Apesar da reação em Chicago, o avanço ainda não é suficiente para estimular de forma significativa os negócios no mercado brasileiro, diante das condições cambiais e dos prêmios de exportação.

Dólar recua no mercado internacional.

A desvalorização cambial reduz o suporte aos preços domésticos da soja, contribuindo para limitar a capacidade de recuperação das cotações no mercado brasileiro.

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