Os juros futuros negociados na B3 encerraram esta quarta-feira (2) em queda firme, acompanhando o desempenho de outros ativos domésticos.
O movimento foi sustentado pela combinação entre a leitura do mercado sobre o cenário eleitoral e a percepção de desaceleração.
Curva de juros recua em todos os vértices acompanhando a leitura de desaceleração econômica e ajustes de posições no mercado político.
Dados recentes de atividade abaixo do esperado reforçam a percepção de alívio sobre a inflação, enquanto o ambiente político traz apetite ao risco no mercado doméstico.
Alívio na Curva de Juros
O mercado de juros futuros encerrou a sessão desta quarta-feira em queda generalizada ao longo de toda a curva DI na B3. O movimento refletiu uma combinação de indicadores econômicos que apontam para uma atividade doméstica mais fraca do que o previsto e desdobramentos no cenário eleitoral que trouxeram alívio ao risco-país.
A leitura de dados operacionais e de serviços mais brandos fortalece a tese de que o aperto monetário prévio segue fazendo efeito sobre a economia real, reduzindo a pressão sobre os preços e abrindo espaço para taxas futuras mais baixas.
Dados Reais do Fechamento do Mercado
Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam cotados em queda nos principais vencimentos:
DI para Janeiro de 2025: Recuou para a casa dos 10,42%, registrando baixa de aproximadamente 5 pontos-base.
DI para Janeiro de 2026: Fechou cotado a 10,15%, com queda de 8 pontos-base em relação ao ajuste anterior.
DI para Janeiro de 2027: Apresentou recuo mais acentuado, caindo para 10,35% (queda de 12 pontos-base), refletindo o alívio nos vértices intermediários e longos.
Dólar Comercial: Acompanhou o otimismo do mercado de juros e encerrou o dia em queda de 0,65%, negociado a R$ 5,02.
Vetores do Mercado: Atividade e Política
Analistas e gestores apontam dois fatores centrais para a dinâmica de queda nas taxas ao longo do dia:
Atividade Econômica Mais Fraca: Indicadores de consumo, serviços e produção industrial divulgados recentemente vieram abaixo das projeções do consenso de mercado. A desaceleração reduz as expectativas de inflação no médio prazo e alivia a pressão sobre o Banco Central para a manutenção de taxas elevadas por tempo prolongado.
Cenário Eleitoral e Risco Fiscal: O progresso nas pesquisas eleitorais e a sinalização de compromisso com o arcabouço fiscal por parte de candidaturas competitivas reduziram o prêmio de risco embutido nos vértices mais longos da curva de juros.
A expectativa dos investidores volta-se agora para a divulgação dos próximos índices de inflação oficial (IPCA) e para as sinalizações dos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os próximos passos da taxa Selic.
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