A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi escolhida pelo Ministério da Saúde para coordenar a Rede de Pesquisas da Bacia do Rio Doce, com estudos sobre a situação de saúde das populações expostas e dos territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão.
A iniciativa será financiada com recursos do Fundo Rio Doce liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e abrangerá os 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo incluídos no Novo Acordo do Rio Doce, assinado no fim de 2024.
Na condição de gestor do Fundo Rio Doce, o banco é responsável pela liberação dos valores para projetos aprovados pelas instâncias de governança previstas no acordo.
Vinculada ao Ministério da Saúde, a Fiocruz terá a função de implantar e operacionalizar a rede, além de garantir a integração e a articulação entre as instituições participantes.
A proposta prevê o envolvimento de entidades científicas com experiência na área.
Os estudos devem identificar, avaliar e ampliar a compreensão dos impactos à saúde humana relacionados ao desastre. Estão previstos levantamentos epidemiológicos, revisões bibliográficas e a implantação de uma sala de situação com sistemas de monitoramento e divulgação periódica de informações.
A rede também produzirá notas técnicas e análises voltadas à gestão pública e à sociedade.
De acordo com as informações divulgadas, mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração escoaram pela bacia do Rio Doce após o rompimento da barragem, em novembro de 2015, alcançando a foz e a costa marinha.
A estimativa é de que os danos tenham afetado mais de 2,3 milhões de pessoas em Minas Gerais e no Espírito Santo. Os efeitos prolongados e cumulativos incluem alterações na qualidade da água, do solo, dos alimentos e do ar, além de impactos psicossociais persistentes.
O BNDES iniciou as operações do fundo em junho de 2025 e responde pela liberação dos recursos destinados aos projetos aprovados no âmbito do acordo.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br.
Em números
- De acordo com as informações divulgadas, mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração escoar
- A estimativa é de que os danos tenham afetado mais de 2,3 milhões de pessoas em Minas Gerais e no Espírito Santo
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