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Agronegócio

Fim da escala 6×1: o que muda para o agro e quem paga a conta?

O fim da escala 6x1 levanta dúvidas sobre os impactos na economia brasileira. O tema é o destaque do novo episódio do Radar Rural

2 min de leitura
Fim da escala 6×1: o que muda para o agro e quem paga a conta?

O fim da escala 6×1 levanta dúvidas sobre os impactos da mudança no mercado de trabalho e na economia brasileira. No agronegócio, a preocupação envolve a disponibilidade de mão de obra, os custos de produção e a capacidade de manter atividades que não podem parar, como a ordenha de vacas e o manejo dos animais.

Durante o programa, apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, Daoud defende a melhoria das condições de trabalho, mas questiona a falta de medidas para preparar a economia para a mudança.

Para ele, a redução da jornada precisa ser acompanhada de ações que aumentem a produtividade e reduzam os custos de contratação.

Falta de mão de obra preocupa o campo.

Um dos pontos discutidos no episódio é a dificuldade de contratação enfrentada por diferentes segmentos do agronegócio. Segundo Daoud, a queixa recorrente de produtores não é apenas o custo dos funcionários, mas a falta de trabalhadores disponíveis.

Com a redução das horas trabalhadas, empresas e propriedades rurais poderão precisar reorganizar as escalas, contratar mais funcionários ou rever o volume produzido.

A escolha, avalia o comentarista, pode pressionar a rentabilidade dos negócios.

O impacto tende a variar conforme a atividade. No campo, a produção de leite é um exemplo de operação que exige trabalho contínuo, independentemente de fins de semana e feriados.

Daoud também destaca que setores que não investiram em tecnologia e ganhos de produtividade enfrentam dificuldades para permanecer na atividade.

A discussão inclui ainda os possíveis efeitos sobre a oferta de alimentos. Estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), aponta que o setor poderia ter redução de 5% na disponibilidade de produtos nas gôndolas em razão da menor oferta de mão de obra.

Produtividade e renda entram na discussão.

Daoud também questiona se a redução da jornada, isoladamente, será suficiente para melhorar a situação dos trabalhadores. Na avaliação dele, a informalidade e a baixa renda são problemas que precisam ser enfrentados junto com a mudança na escala.

O comentarista defende investimentos em tecnologia, qualificação profissional e educação, além de reformas que reduzam os custos de contratação. Para ele, sem medidas estruturais, empresas podem perder rentabilidade e trabalhadores ficar sujeitos ao desemprego ou à informalidade.

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