A soja faz parte de um compromisso separado, e a China caminha para cumprir a meta prevista para o produto.
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Ainda não está claro, porém, se Pequim está descumprindo o acordo sobre os demais produtos. A Casa Branca não informou se o prazo começou a contar após o anúncio de maio ou se terá início apenas quando forem concluídos os cortes de tarifas propostos pela China, o que ainda não ocorreu.
O ritmo lento das compras aumenta as dúvidas sobre uma recuperação das importações ainda neste ano e frustra agricultores americanos, que também enfrentam combustíveis mais caros.
A questão ganhou peso político às vésperas das eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), com democratas tentando conquistar eleitores de regiões agrícolas tradicionalmente ligados ao Partido Republicano, do presidente Donald Trump.
O Departamento de Agricultura dos EUA encaminhou ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) as perguntas sobre como a meta proporcional para 2026 será calculada.
O USTR, a Casa Branca e o Ministério do Comércio da China não responderam aos pedidos de comentário.
Demanda fraca e concorrência dificultam exportações dos EUA.
Mesmo que as compras aumentem, analistas avaliam que será difícil atingir a meta diante da demanda fraca na China e da concorrência de outros fornecedores. Para alcançar o valor previsto, Pequim provavelmente terá de mobilizar empresas estatais para ampliar as aquisições.
No mês passado, a COFCO Futures, corretora ligada a uma estatal chinesa, afirmou que o milho dos EUA não estava competitivo, em parte por causa da ampla oferta doméstica.
A empresa projetou importações de cerca de 900 mil toneladas do produto americano na safra 2026/27, iniciada em setembro.
Neste ano, o Brasil já enviou 1,7 milhão de toneladas de sorgo à China, com quase 1 milhão de toneladas adicionais previstas para embarque, segundo Eduardo Vanin, estrategista sênior de agricultura da Marex.
Os EUA, por sua vez, exportaram cerca de 3,7 milhões de toneladas para a China até o fim de agosto, segundo dados do governo americano. O volume supera o registrado no ano anterior, quando o comércio estagnou em meio às tensões entre os dois países.
Nos últimos quatro meses, porém, as vendas praticamente pararam.
As carnes americanas enfrentam obstáculos semelhantes. A China tem oferta abundante de carne suína e de frango, enquanto a carne bovina dos EUA está mais cara devido à redução dos rebanhos no país.
A carne bovina também enfrenta barreiras regulatórias. Em maio, a China renovou as licenças de exportação de mais de 400 frigoríficos americanos, mas cerca de metade da capacidade de abate de gado de corte dos EUA continua sem autorização para vender ao mercado chinês, segundo a Federação de Exportação de Carnes dos EUA.
Alguns frigoríficos foram barrados depois que autoridades chinesas afirmaram ter encontrado resíduos de substâncias que não são aprovadas no país, disse Joe Schuele, porta-voz da entidade.
A decisão, segundo eles, dependerá em última instância de uma escolha política.
Em números
- A empresa projetou importações de cerca de 900 mil toneladas do produto americano na safra 2026/27
- Neste ano, o Brasil já enviou 1,7 milhão de toneladas de sorgo à China, com quase 1 milhão
- Os EUA, por sua vez, exportaram cerca de 3,7 milhões de toneladas para a China até o fim de agosto, se
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