O Ministério da Agricultura confirmou neste domingo (27) a abertura do mercado chinês para miúdos suínos do Brasil. O protocolo sanitário bilateral foi assinado no sábado (26), em reunião entre o ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.
A medida amplia o conjunto de produtos brasileiros autorizados a ingressar no mercado chinês.
Até então, o Brasil estava autorizado a exportar para a China apenas alguns tipos de miúdos, como pés, orelhas, rabo, língua, focinho e máscara suína. Com a ampliação, passam a ser incluídos músculo suíno congelado, desossado ou com osso, incluindo gordura, além de miúdos e coprodutos comestíveis congelados.
A lista também contempla banha suína não refinada composta apenas por gordura corporal, línguas, máscara, focinho, orelhas, cauda, pés inteiros, pele, cartilagem suína, estômagos, fígado, coração, rins, diafragma e ossos suínos.
Segundo o ministério, a abertura decorre do reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). As negociações envolveram requisitos sanitários, certificação e condições a serem cumpridas pelos estabelecimentos brasileiros interessados em exportar.
Em nota, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China declarou que a abertura amplia o conjunto de produtos brasileiros autorizados e cria novas possibilidades comerciais para os estabelecimentos habilitados.
A formalização ocorreu após o encerramento da auditoria chinesa a frigoríficos brasileiros, iniciada em 20 de setembro. Nesse período, inspetores visitaram estabelecimentos de produção, fazendas, abatedouros e laboratórios oficiais em seis estados, voltados para carnes bovina, suína e de aves.
As tratativas bilaterais para essa abertura se intensificaram há cerca de um ano.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…