Antes da chegada das instabilidades, porém, uma forte onda de calor deve atingir parte do país. Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso estão na rota das temperaturas mais elevadas, com máximas que podem superar os 40 °C.
Segundo Müller, em algumas áreas os termômetros podem alcançar entre 42 °C e 43 °C. No solo, a temperatura pode chegar aos 50 °C ou até ultrapassar esse patamar.
A condição exige atenção especialmente nas áreas agrícolas onde as lavouras estão em fase inicial de desenvolvimento. O calor excessivo pode comprometer plantas recém-emergidas e, em situações mais severas, provocar a necessidade de replantio.
Frente fria aumenta risco de tempo severo no Sul.
A mudança mais significativa no tempo começa pelo Rio Grande do Sul. De acordo com Müller, um cavado meteorológico passa a atuar sobre o estado a partir de domingo, criando condições para tempestades severas.
O cenário inclui possibilidade de granizo, vendavais, microexplosões e até formação de tornados.
Entre segunda e terça-feira, a previsão indica ainda a formação de um ciclone extratropical. O sistema deve reforçar as instabilidades e provocar chuva volumosa, principalmente no sul do Rio Grande do Sul.
O meteorologista alerta que os elevados acumulados podem causar alagamentos, inundações, deslizamentos de terra e transbordamentos de pequenos rios.
Em Bagé, na metade sul gaúcha, o volume de chuva pode superar os 200 milímetros em apenas dois ou três dias.
Apesar da passagem do ciclone e da frente fria, a tendência, segundo o meteorologista, é de que não ocorra avanço de uma massa de ar frio suficientemente intensa para provocar geadas.
Chuvas ganham força após onda de calor.
Depois de aproximadamente cinco dias de temperaturas muito elevadas, a tendência é de avanço da frente fria pelo país. Com isso, as chuvas devem começar a ganhar força em outras áreas.
Enquanto isso, regiões de Tocantins e do interior da Bahia já podem registrar precipitações associadas à combinação entre calor e umidade. Os volumes, porém, não devem ser elevados, ficando entre 15 e 20 milímetros acumulados nos próximos cinco dias.
No Norte, a tendência é de aumento gradual das chuvas durante outubro. Acre e Rondônia podem acumular entre 30 e 50 milímetros por semana, especialmente com a aproximação da segunda quinzena do mês.
Em Rio Branco (AC), a projeção aponta acumulados entre 80 e 100 milímetros em 30 dias. Mesmo assim, Müller ressalta que as precipitações ainda devem ficar abaixo da média.
O cenário preocupa porque as temperaturas permanecem elevadas, frequentemente entre 35 °C e 38 °C. Segundo o meteorologista, embora a volta das chuvas seja positiva para produtores rurais e pecuaristas, os volumes podem ser insuficientes para recuperar de forma significativa os níveis dos rios.
A manutenção desse quadro pode voltar a trazer dificuldades para a navegação e para o escoamento da produção pelo Arco Norte no fim do ano.
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