Na comparação com igual período do ano passado, houve aumento nos valores exportados de soja, com 19,5%, carnes, com 6,7%, e produtos florestais, com 11,0%. Já sucos recuaram 37,7%, o complexo sucroalcooleiro caiu 21,5% e o café teve baixa de 16,5%.
A China permaneceu como principal destino do agronegócio paulista, com 24,9% de participação, comprando principalmente produtos dos complexos soja e carnes, além de florestais e sucroalcooleiros.
União Europeia e Estados Unidos vieram em seguida, com 14,0% e 10,4%, respectivamente.
No mercado de carnes, a Apta destacou a redução dos embarques de carne bovina para a China. De janeiro a setembro, o volume enviado por São Paulo ao país asiático recuou 28,4% ante igual período de 2025.
No terceiro trimestre, a queda foi de 77,8%. Segundo a Apta, a cota anual chinesa de importação para a carne bovina brasileira, de 1,10 milhão de toneladas em 2026, foi atingida em 29 de setembro, e os embarques acima desse limite passaram a pagar tarifa adicional de 55%, além da alíquota regular.
Parte da redução nas compras chinesas foi compensada por outros mercados. Os Estados Unidos ampliaram em 44% o volume de carne bovina adquirida de São Paulo entre janeiro e setembro de 2026, para 71,7 mil toneladas, enquanto a Rússia elevou as compras em 146%, para 16 mil toneladas.
Segundo o diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, o esgotamento da cota chinesa limita a competitividade da carne brasileira no mercado asiático e altera a dinâmica das exportações.
Em números
- 146%, para 16 mil toneladas
- Agronegócio paulista acumula superávit de US$ 15,61 bilhões até setembro
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